segunda-feira, 6 de abril de 2009
Exploração Vocabular - verbo "organizar"
A pessoa que usa bastante o verbo organizar entende que os elementos de que necessita estão aí, disponíveis. Talvez só um pouco difíceis de serem enxergados, em meio à tanta bagunça...
sábado, 21 de março de 2009
Exploração Vocabular - substantivo "mundo"
Pessoas que se utilizam do substantivo "mundo" com frequência tendem a considerar os fatos sob uma perspectiva ampliada.
O uso constante da palavra na função de sujeito, especialmente em contextos em que assume o significado de coletivo, revela que seu pronunciador exercita, em níveis bastante elevados, a capacidade de generalização/estruturação própria do ser humano, podendo perder a noção da pluralidade e da diversidade de perfis e situações. Dessa forma, pode dar a suas reflexões um certo ar de fatalismo.
Independentemente de sua função sintática, a palavra "mundo" é carregada de forte essência hiperbólica, sendo um termo muito apreciado por espíritos adolescentes.
O uso constante da palavra na função de sujeito, especialmente em contextos em que assume o significado de coletivo, revela que seu pronunciador exercita, em níveis bastante elevados, a capacidade de generalização/estruturação própria do ser humano, podendo perder a noção da pluralidade e da diversidade de perfis e situações. Dessa forma, pode dar a suas reflexões um certo ar de fatalismo.
Independentemente de sua função sintática, a palavra "mundo" é carregada de forte essência hiperbólica, sendo um termo muito apreciado por espíritos adolescentes.
domingo, 15 de março de 2009
Exploração Vocabular - pronome de interrogação "por quê?"
O uso excessivo do pronome de interrogação "por quê?" pode indicar que seu proferidor é possuidor de uma constante curiosidade direcionada para o passado ou para as razões ocultas, no presente, que determinam um certo fenômeno.
Pessoas dessa natureza enxergam as coisas do mundo como passíveis de serem transformadas, porém mediante um esforço maior e mais engenhoso do que, por exemplo, as pessoas que utilizam com maior frequência o pronome de interrogação "como?" enxergariam.
São mais ativas e dispostas a atuar do que as pessoas orientadas a "quando?", porém mais propensas ao pessimismo e à desistência do que as pessoas orientadas a "onde?". Em relação a essas últimas, tendem a acreditar menos que as respostas possam chegar prontas a suas mãos.
Geralmente estão num ponto do raciocínio mais adiantado do que as pessoas que se perguntam "o que?" - embora frequentemente caminhe por longos períodos em trilhas erradas, por terem se furtado de examinar a resposta preciosa que essa simples pergunta poderia proporcionar.
A utilização do pronome de interrogação "por quê?" em altura ou timbres mais fortes também pode revelar uma forte inclinação à indignação e, em certa dose, um sutil traço de arrogância em seus julgamentos.
A expressão pode ser uma aliada no amadurecimento, mas costuma escravizar aquele que se utiliza dela, impedindo-o de viver a vida com mais leveza.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "excesso", "transformação", "disposição", "desistência", "julgamentos".
Pessoas dessa natureza enxergam as coisas do mundo como passíveis de serem transformadas, porém mediante um esforço maior e mais engenhoso do que, por exemplo, as pessoas que utilizam com maior frequência o pronome de interrogação "como?" enxergariam.
São mais ativas e dispostas a atuar do que as pessoas orientadas a "quando?", porém mais propensas ao pessimismo e à desistência do que as pessoas orientadas a "onde?". Em relação a essas últimas, tendem a acreditar menos que as respostas possam chegar prontas a suas mãos.
Geralmente estão num ponto do raciocínio mais adiantado do que as pessoas que se perguntam "o que?" - embora frequentemente caminhe por longos períodos em trilhas erradas, por terem se furtado de examinar a resposta preciosa que essa simples pergunta poderia proporcionar.
A utilização do pronome de interrogação "por quê?" em altura ou timbres mais fortes também pode revelar uma forte inclinação à indignação e, em certa dose, um sutil traço de arrogância em seus julgamentos.
A expressão pode ser uma aliada no amadurecimento, mas costuma escravizar aquele que se utiliza dela, impedindo-o de viver a vida com mais leveza.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "excesso", "transformação", "disposição", "desistência", "julgamentos".
sexta-feira, 13 de março de 2009
Exploração Vocabular - verbo "merecer"
Tenho a impressão de que algumas palavras aparecem com mais frequência na linha de raciocínio de uns do que de outros. Isso porque as palavras estão embebidas em ideologia e é preciso que, de alguma forma, se compartilhe dessa ideologia para poder utilizá-la.
De forma que eu me proponho um novo projeto: analisar palavras que aparecem com frequência nas minhas frases e nos meus pensamentos. Começarei a série com o verbo "merecer".
O uso da palavra "merecer" revela que seu proferidor acredita, em alguma medida, que a vida é regida pela relação entre causa e consequência e que se sentiria confortável com a existência de certa proporcionalidade entre uma e outra. Tal perfil de pessoa espera, obviamente, que o critério utilizado para conferir a consequência ao gerador da causa seja o mérito.
Não contam com sorte ou acaso, não entendem interesses mesquinhos e trapaças, aguardam longamente por uma justiça que não sabem se virá. Sua maior dificuldade é processar a incoerência entre "terem feito tudo certo" e "terem se dado mal do mesmo jeito".
São pessoas que, em geral, não sabem jogar o jogo do mundo com maestria.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "mérito", "sorte", "trapaça", "justiça", "certo/errado", "bem/mal"
De forma que eu me proponho um novo projeto: analisar palavras que aparecem com frequência nas minhas frases e nos meus pensamentos. Começarei a série com o verbo "merecer".
O uso da palavra "merecer" revela que seu proferidor acredita, em alguma medida, que a vida é regida pela relação entre causa e consequência e que se sentiria confortável com a existência de certa proporcionalidade entre uma e outra. Tal perfil de pessoa espera, obviamente, que o critério utilizado para conferir a consequência ao gerador da causa seja o mérito.
Não contam com sorte ou acaso, não entendem interesses mesquinhos e trapaças, aguardam longamente por uma justiça que não sabem se virá. Sua maior dificuldade é processar a incoerência entre "terem feito tudo certo" e "terem se dado mal do mesmo jeito".
São pessoas que, em geral, não sabem jogar o jogo do mundo com maestria.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "mérito", "sorte", "trapaça", "justiça", "certo/errado", "bem/mal"
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Resumindo
Meu tempo está acabando e acabei não escrevendo sobre outras coisas importantes de aconteceram na década de 2000. São elas:
- Morro, Salvador e Recôncavo
- Paris
- Cirurgia
- Petrópolis
- Eu, educadora: acampamento, formadora, coordenadora e outras viagens
Fica o lembrete, mais uma vez, para dar a missão como concluída.
Amanhã é dia de parabéns!!!
- Morro, Salvador e Recôncavo
- Paris
- Cirurgia
- Petrópolis
- Eu, educadora: acampamento, formadora, coordenadora e outras viagens
Fica o lembrete, mais uma vez, para dar a missão como concluída.
Amanhã é dia de parabéns!!!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
As novas viagens de aventura
Na década de 2000, séries como Lost, Heroes e 24 horas fizeram parte do roteiro de ação e aventura na TV a cabo e no Torrent.
Na vida real, fiz algumas outras viagens de aventura. A primeira trilha do Rodrigo foi em São Francisco Xavier, comigo junto.
Ele pegou gosto pela coisa, o que nos levou para uma outra trilha na Chapada Diamantina que nos deixou sem dormir na pousada por 3 dias. E eu junto.
Em João Pessoa, a aventura foi mais controlada, mas não menos desafiadora.
Em Natal, por pouco não ficamos numa praia deserta para sempre por causa de um buggy quebrado.
Agora, a maior de todas as aventuras nós fizemos a bordo das jardineiras de Caldas Novas, na tentativa frustrada de percorrer 150km num dia (essa era a distância que nos separava de Itumbiara).
Coisa de gente sem noção.
PS - É pena que a minha falta de tempo não esteja permitindo que eu escreva as narrativas completas. Ficam os lembretes como prêmio de consolação.
Na vida real, fiz algumas outras viagens de aventura. A primeira trilha do Rodrigo foi em São Francisco Xavier, comigo junto.
Ele pegou gosto pela coisa, o que nos levou para uma outra trilha na Chapada Diamantina que nos deixou sem dormir na pousada por 3 dias. E eu junto.
Em João Pessoa, a aventura foi mais controlada, mas não menos desafiadora.
Em Natal, por pouco não ficamos numa praia deserta para sempre por causa de um buggy quebrado.
Agora, a maior de todas as aventuras nós fizemos a bordo das jardineiras de Caldas Novas, na tentativa frustrada de percorrer 150km num dia (essa era a distância que nos separava de Itumbiara).
Coisa de gente sem noção.
PS - É pena que a minha falta de tempo não esteja permitindo que eu escreva as narrativas completas. Ficam os lembretes como prêmio de consolação.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Chile
Michele Bachelet foi eleita no Chile na década de 2000.
Eu e Rodrigo estávamos por lá nas vésperas das eleições. Nem parecia que havia uma campanha correndo por lá.
Do Chile, guardo fotos lindas das águas das geleiras, dos vulcões, dos museus das antigas civilizações. E uma lembrança viva da brisa gelada batendo no rosto.
Contemplação.
Eu e Rodrigo estávamos por lá nas vésperas das eleições. Nem parecia que havia uma campanha correndo por lá.
Do Chile, guardo fotos lindas das águas das geleiras, dos vulcões, dos museus das antigas civilizações. E uma lembrança viva da brisa gelada batendo no rosto.
Contemplação.
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