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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Bah Bah Bah

Tentei não ser fisgada, mas não foi possível.

Estou entre os milhões de brasileiros que se afeiçoaram pelos estranhos que compartilham da experiência única de serem pessoas desconhecidas e, de repente, famosos, observados 24 horas, testando suas habilidades em conquistar algum carinho ou outro sentimento, por parte dos estranhos do lado de cá, que os mantenha por mais semanas em seu retiro material.

Nunca tinha me interessado por conviver com os componentes dos grupos anteriores, não via interesse em permanecer com aqueles, então não assistia. Assim descobri que o que me mantém interessada nessa edição atual é mais uma espécie de amizade (!?) do que propriamente de voyerismo.

Saberei que a coisa degringolou completamente quando eu tiver anotado o telefone pra ligar. Por enquanto, permaneço lúcida.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Coordenação de Grupos

Se eu estivesse fazendo a curva de maturidade do SBDG, já teria duas ou mais coisas importantes para falar sobre mim no exercício da coordenação de um grupo.

A primeira: tenho - que bom! - olho de lince para identificar quem não é construtivo para o trabalho do grupo e não deseja sê-lo. Entretanto - que ruim! - tenho a tendência de querer fortalecer os demais contra aquele. Em casos extremos, procuro excluir, não me relacionar e, se possível, tirar a voz do dito cujo. Realmente não sei lidar bem com mau-caráter. Porém cada vez me convenço mais da frase de alguém que demorei a levar em consideração: "Inimigo a gente tem que manter bem próximo, especialmente os perigosos". Vou ter que aprender.

A segunda: tenho - que bom! - um profundo senso de responsabilidade e boa habilidade para administrar conflitos, situações difíceis e informações complexas. Minha metodologia - que ruim! - é trazer tudo para dentro da caixola, processar, filtrar e devolver para as pessoas apenas o sumo daquilo que eu considero importante para a resolução das questões. Não estou discutindo a sobrecarga da pessoa, mas a eficácia do processo. Deixa a desejar. Em geral contribuo apenas parcialmente para instituir a transparência no grupo, por culpa do meu excesso de dedos proveniente, por sua vez, da minha necessidade de ter controle sobre as situações, especialmente as profissionais. Tudo com a melhor das boas intenções de que tudo dê certo. Eu nunca teria falado para alguém "que olhar desconfiado que você tem!" - em grande parte responsável por levar o grupo para um nível de coesão muito maior no dia de ontem. Devolver certos processamentos para quem é de direito (e portanto muito, mais muito mais capaz de fazê-los do que eu, sapa de fora). Isso eu também vou ter que aprender.