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domingo, 14 de julho de 2013

Mais de 1 ano depois

Visitando meu blog deserto depois de me deparar com o do Marcelo Michelson (filhasefilhos.com) e sentir uma coceira de começar a escrever de novo...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Síntese

Meu 2009 foi um ano de descobertas gigantes a respeito de coisas pequenas.

sábado, 27 de junho de 2009

Trecho

Daí, recebendo seu e-mail, a ficha cai de que somos "Brothers and Sisters" o tempo inteiro e só fica faltando, às vezes, aquelas partes do roteiro em que se fala sobre essa importância (partes que deixam o episódio doce, todas as vezes).

Obrigada por acrescentar, no nosso roteiro, essa cena...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Todos juntos

A Europa lançou o Euro como moeda comum na década de 2000.

Eu, antes de ser feliz para sempre, juntei "todas as pesoas importantes da minha vida" naquele aniversário.

Foi bem legal!

Estrange, but true.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

ECA-USP

Nos anos 90, a Universidade de São Paulo já não era mais a mesma (e a gente viveu um pouco de seu sucateamento).

Na minha primeira semana de ECA fui parar no jornal. Não estávamos tendo aulas por falta de professores e eu sou toda esquentadinha com essas coisas de "direitos". Fiz protesto, fui entrevistada e meu depoimento foi publicado no Zap, do Estadão.

Continuei esperneando durante o restante do curso, pois as decepções vinham de baciada. Isso que dá ser uma pessoa ávida por conhecimento matriculada num curso picareta. Se deu melhor quem gostava de cerveja...

Mas fiz algumas coisas interessantes: li um texto do Baktin que mudou a minha vida, fizemos uma pesquisa bem interessante sobre gôndolas de supermercados, analisamos um artigo de jornal buscando elementos de persuasão, fiz um retrato cubista dos pontos de ônibus da cidade universitária, escrevi um outro final para um conto do Guimarães me esforçando para utilizar a mesma linguagem dele.

Também fizemos uma campanha contra o trote violento que fortaleceu laços de amizade absolutamente essenciais para mim até hoje. Por causa dela, mais 15 minutos de fama numa entrevista memorável dada à CBN e à Band (nessa última, se não me engano, foi que coloquei o entrevistador "em seu devido lugar"). Eu era braba...

E minha apresentação do TCC confirmou isso. Tentei ser polida, mas não deixei de falar para um dos caras mais respeitados da minha banca que ele não tinha lido meu trabalho direito pra me fazer uma pergunta daquelas. Naquela ocasião, meu orientador confessou que dava um certo medo de mim, quando eu resolvia encrencar com alguma coisa.

Com o tempo eu fui ficando mais macia. Uma grande amiga minha diz que a maneira como a pessoa se relaciona com o mundo é reflexo da maneira como se relaciona consigo mesma.

De fato: foram acontecimentos da década seguinte que me fizeram olhar para a vida de uma forma mais maleável.

Na época da faculdade eu ainda não tinha percebido o quanto era refém de mim mesma.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Estágio no IPT

Durante meu estágio no IPT, eu construi um leitor parecido com o que hoje reconhece as placas dos carros para multar. Orgulho do papai!

Vi a galera comer muito "arroz selvagem" e suco de "tutti frutti" às sextas-feiras no restaurante da firma. Sem contar o insuperável sorvete interativo (sua imaginação define o sabor da sobremesa - fantástico!). Mas também tínhamos bons momentos (a sopa de queijo no inverno era demais!).

Fiz bons amigos que hoje não vejo mais.

Alguns with benefits.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Guerra Fria

Nos anos 90 aconteceu o colapso da União Soviética (o muro de Berlim caiu em 1989) e o fim da Guerra Fria. Discutíamos o comunismo nas aulas de geografia e eu tinha um colega comunista bem bonitinho, o Fred, que era amigo da Patrícia.

A Patrícia teve um filho aos 13 anos - e eu a achava extremamente madura. Ter opinião forte e namorar um cara muito mais velho é, para a gente, numa certa época, sinônimo de maturidade.

Outros colegas eram de esquerda, gostavam de reagge, mas a maioria era de mauricinhos do Morumbi (felizmente, nessa época, os papos sobre calças da M.Officer, camisetas da Pakalolo e viagens para a Disney tinham ficado para trás...)

Entre comunistas e mauricinhos do Galileu, não havia guerra fria, só ideologia. A gente não sacava essa história de poder, hegemonia, apesar do professor de geografia falar muito nessas coisas (ele chamava Maurício, um mestiço de japonês alto, bonito, que me dava vários pontos positivos por participação) . Voltando ao mundo, para a gente ele era simples, só uma questão de entender, optar, convencer as demais pessoas de que uma determinada opção era a melhor. Era certo que o mundo tinha jeito.

Hoje ainda acho que tem jeito, mas creio que precisaremos passar por algumas gerações/encarnações de aperfeiçoamento.

domingo, 23 de novembro de 2008

Primeiro amor

Nos anos 80 eu tive um amor de infância.

Daqueles que ele gosta de você quando você não gosta dele e no momento seguinte invertem-se os papéis. O nome dele era Rodrigo Mateus de Souza Campos, meu melhor amigo.

A "revelação" aconteceu num dia na 2ª série em que a professora perguntou se ele casaria com ela, quando crescesse. O Rodrigo tinha um tipo físico assim, de um futuro Raí, sabe? A professora não era boba nem nada. Mas a resposta do garoto foi não, porque "gostava de outra pessoa". Todos ficaram muito curiosos e atentos a partir daí. Até todo mundo perceber que não tinha pra ninguém. Era de mim mesmo que ele gostava.

Eu imaginava, toda vez que escutava "Quase sem querer", do Legião Urbana (e não era pouco), que era ele quem cantava a música pra mim. Durante o acantonamento, conheci a "Olhar 43", do RPM, e foi nele que pensei enquanto entendia só metade da letra.

Conversar com o Rodrigo foi importante quando meu pai viajou para o Japão. O pai dele também tinha ficado um tempinho no exterior e ele me garantiu que, apesar da saudade, o tempo passava rápido.

Também tenho certeza que ele votou em mim naquela pesquisa feita pelos jornaizinhos da 4ª série, na seção "a menina mais legal na opinião dos meninos". Ganhei com boa margem aquela pesquisa. Pena que, por algum motivo que hoje eu não consigo precisar, não achava viável passar o recreio com os meninos (isso teria me poupado um pouco do sofrimento relatado anteriormente).

Respirei aliviada quando, na festa mais legal de todos os tempos (à qual eu não fui), aconteceram muitos primeiros beijos, mas nenhum com ele.

A história, como qualquer história de amor infantil que se preze, não teve muitos desdobramentos.

Depois que a escola fechou, ele foi para o Ítaca, eu para o Galileu. Ainda o vi saindo pelo portão uma vez, quando passava de carro, voltando pra casa.

Encontrei o Rodrigo depois de muito tempo, quando fui prestar vestibular na ESPM (eu publicidade, ele administração). Nada parecido com o Raí. Depois soube que ele foi pra Ribeirão Preto. Isso é tudo.

Algumas pessoas nunca vão saber a importância que tiveram na curta vida de outras.

A não ser que, inadvertidamente, um dia digitem seu próprio nome no Google e caiam no blog de alguém que fez uma retrospectiva dos anos 80, quase vinte anos depois.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Amizades

Nos anos 80, o Colégio Gávea existia.

O Gávea é uma escola que guardo com muito carinho dentro do meu coração. Reencontrei sua antiga dona numa viagem recente a Petrópolis e entendi melhor porque a escola era do jeito que era: crianças passando o recreio na sala da diretora (explorando jogos e outras coisas interessantes), aula de ouvir histórias e de cantas música dos titãs (dentro da própria grade curricular), meu poeminha sobre a Amazônia virando ficha de estudos de todos os alunos da 4ª série... Como escola, era um sonho (algo que um dia eu quero proporcionar pros meus filhos). Mas também foi palco de muitos momentos difíceis na minha vida.

Por um azar incrível, as duas pessoas que eu costumava chamar de amigas no início da minha vida eram tudo, menos amigas. Hoje sei que existe nome para o que eu vivia: bullying. Não recomendo.

Minha reação ao ser colocada continuamente "de gelo" (situação em que a regra é as pessoas agirem como se você não existisse), orientada pela voz experiente da minha mãe, foi aprender a não ligar, a viver sem precisar de amigos, a me bastar.

Sinto que, mesmo depois de passada a fase brava, nunca mais consegui incluir realmente as amizades na minha vida. Elas existem, eu adoro de paixão meus amigos, mas eles ocupam um lugar marginal na minha rotina. Isso é uma coisa que eu acho, de certa forma, triste (mas só quando paro pra pensar. Do contrário, nem percebo que isso acontece).

Aos dez anos, quando eu estava na 4ª série, quase que tudo passou a ser diferente. Por pouco. Eu me espantei de mudar de classe e tanta gente passar a me achar uma pessoa legal. Fui incluída, convidada, considerada, enturmada. Até hoje acho que aquele foi o ano mais feliz da minha vida (até pelo contraste com os anteriores).

Foi nesse ano que a escola fechou e, com ela, fechou-se também minha janela de oportunidade. As pessoas se espalharam por muitos colégios e eu, bem, não senti imediatamente o quanto tinha me ressentido.

Creio que foi desse momento como em diante que eu eu coloquei definitivamente minhas metas (meus escudos) acima dos meus sentimentos. A partir daí fiz muitas escolhas sem me dar ouvidos de fato. O que me levou pra longe de mim mesma muitas (e importantes) vezes.

Hoje me tenho mais perto. Porém com as idiossincrasias que carrego dessas andanças. Com muitas coisas ainda por equilibrar.

domingo, 9 de novembro de 2008

E na morada...

Ontem descobri que o sol vai bater nos 4 metros quadrados mais ansiosos por raios UVA e UVB da minha vida. Sincronia total com a compra daqueles dois biquinis que estavam nos planos - e o mais legal: nos encontramos mais bonitos do que previam os meteorologistas, graças so poder da marquinha (!) que a essas alturas já apresenta ares de mais saudável.

Outros toques no acabamento vão ativando sonhos. Ali vão acontecer as conversas filosóficas, ali vou comemorar meu aniversário de 30 anos, lá teremos as aulas de culinária com a Mazé. Vou imaginando as músicas que serão tocadas em cada uma dessas ocasiões, os amigos que estarão comigo, as risadas, o açucar, o afeto.

Pareço uma criança das épocas de albergue de primos em Ribeirão Preto. Naquelas madrugadas imaginávamos piscinas com passagens secretas, casas nas árvores, descida do segundo andar por pau de sebo, garagem em que caíssemos sentados em nossos carros conversíveis à moda do Batman.

Hoje a cabeça é diferente, mas o deleite é igual.

Que seja eterno enquanto dure.