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sábado, 13 de dezembro de 2008

Guerra Fria

Nos anos 90 aconteceu o colapso da União Soviética (o muro de Berlim caiu em 1989) e o fim da Guerra Fria. Discutíamos o comunismo nas aulas de geografia e eu tinha um colega comunista bem bonitinho, o Fred, que era amigo da Patrícia.

A Patrícia teve um filho aos 13 anos - e eu a achava extremamente madura. Ter opinião forte e namorar um cara muito mais velho é, para a gente, numa certa época, sinônimo de maturidade.

Outros colegas eram de esquerda, gostavam de reagge, mas a maioria era de mauricinhos do Morumbi (felizmente, nessa época, os papos sobre calças da M.Officer, camisetas da Pakalolo e viagens para a Disney tinham ficado para trás...)

Entre comunistas e mauricinhos do Galileu, não havia guerra fria, só ideologia. A gente não sacava essa história de poder, hegemonia, apesar do professor de geografia falar muito nessas coisas (ele chamava Maurício, um mestiço de japonês alto, bonito, que me dava vários pontos positivos por participação) . Voltando ao mundo, para a gente ele era simples, só uma questão de entender, optar, convencer as demais pessoas de que uma determinada opção era a melhor. Era certo que o mundo tinha jeito.

Hoje ainda acho que tem jeito, mas creio que precisaremos passar por algumas gerações/encarnações de aperfeiçoamento.

domingo, 14 de setembro de 2008

Sobre as ondas

Comecei a ler um livro sobre fracasso escolar que começa fazendo um apanhado histórico sobre o a evolução do preconceito de raça e, posteriormente, do preconceito de classe. Também sobre a forma como tivemos (a humanidade) que ser educados para correr atrás das coisas que corremos atrás nos dias de hoje ("todos eles querem grana, poder, dinheiro, diamantes, flashes excitantes...").

Nessas horas sinto minha ideologia de esquerda subitamente recuperar suas forças e me perguntar: é isso mesmo? a história já acabou? fizemos as escolhas certas? não há mesmo como voltar atrás, se assim decidirmos daqui pra frente?