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sexta-feira, 23 de março de 2012

A vida continua

Pois sim, a Paola já nasceu... está com 6 semanas, completadas ontem.

Escrevi um diário em papel durante a gestação - que foi muito bonita e culminou num parto idem. Optei por manter o que é íntimo, íntimo (por menos visitas que este espaço ainda receba).

E voltei aqui não para dar satisfações, mas por me sentir chamada para escrever sobre um assunto meu. E comprovar, muito satisfeita, que vida de "mãe-ela-mesma" continua (mesmo depois que filho nasce e sendo tão pequeno).

Querido blog, que bom te reencontrar. E que bom que ainda podemos ser "só nós dois".

sábado, 1 de maio de 2010

Senzala Particular

Para bom entendedor, a última frase do post anterior basta. Sim, existe uma coisa me atrapalhando a vida.

Este ano voltei a estudar bastante. Estou com sede de novos aprendizados, quero entrar no mestrado, enfim...

Descobri que permanece intacta aquela minha velha conhecida: colecionadora de notas máximas, arrebatadora de corações e suspiros docentes. Me sinto em casa, mas não é difícil perceber que este é um lugar terrível.

Essas duas últimas semanas foram excessivamente exigentes no trabalho. Me faltaram horas para realizar aquelas coisas que são - escancaradamente - prioridades para mim (o que me deixa bem triste e mau-humorada).

E o motivo de tanto trabalho é, basicamente, essa tal pessoa que eu sou. Não posso, não tenho recursos para conviver com a idéia de que os outros (sim, esse "ente", abstrato, sem cara, sem nome) me associem a resultados muito inferiores à nota máxima. Porque em algum lugar do meu subconsciente deve estar escrito que eu só serei reconhecida, aceita, amada, se eu tirar a nota máxima.

Esse lugar humano, da possibilidade de errar sem sofrer e, ok, de ser considerada menos inteligente em função disso - qual é o problema? - é o meu "desconhecido". E como todo desconhecido, desperta medo.

Ressalva: até aceito o erro, desde que eu tenha feito todo o meu melhor. O seja: o que não aceito é a leveza do compromisso com limites.

Atire a primeira pedra quem não tem a sua senzala particular - ainda que ela tenha vista para o mar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Uma nova década

Janeiro foi um mês que não pareceu passar depressa demais. A teoria de que o tempo passa mais rápido quanto menos coisas diferentes você faz na sua vida tem mesmo uma boa chance de ser verdade.

2010, já percebi, será um ano sem par - em que estudarei muito, por absoluta vontade. O ano em que já comecei a fazer mestrado antes mesmo de decidir o tema do projeto que submeterei para pleitear minha vaga no programa. O ano em que nem bem começou e - lá estou eu: imergindo e viajando para buscar conhecimento em outras terras.

Pela primeira vez estudo coisas que são exatamente o que eu quero crescer para ser.

Antes, minhas opções haviam sido por "ampliar o leque de possibilidades", "diversificar", "me diferenciar" de outros que estivessem nas minhas redondezas. Acabei virando periferia sem ter centro.

Essa etapa acabou. Já era tempo. Que mês tão feliz!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Síntese

Meu 2009 foi um ano de descobertas gigantes a respeito de coisas pequenas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dúvida cruel

Se tivesse que escolher entre autenticidade ou coerência, o que você faria?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Queda das Torres Gêmeas

Foi na década de 2000 que o terrorismo se estabeleceu definitivamente como força política. Que relação pode isso ter a ver com a vida de uma pacífica mulher brasileira de 30 anos, sem religião definida? Muita coisa.

Nos anos 2000 muitas forças clandestinas que eu mantinha sob o olhar atento e hegemônico do meu implacável alter-ego exigiram seu espaço de existência. Assim, alguns dos meus World Trade Centers não tiveram outra opção senão vir abaixo.

1) o divórcio temporário de meus pais derrubou uma das torres e me empurrou para a terapia.
2) feedbacks arrasadores de colegas de trabalho me empurraram para a SBDG (Sociedade Brasileira das Dinâmicas dos Grupos) e esta se encarregou de aniquilar grandes crenças equivocadas que eu mantinha com carinho.
3) e finalmente, nos anos 2000 eu cedi à força da identidade que sempre gritou para que eu me consagrasse educadora - coisa que eu nunca sonhava me permitir.

Deixei de ser mais uma prepotente para me tornar "apenas" - e deliciosamente - potente.

Na medida do possível.