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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Resumindo

Meu tempo está acabando e acabei não escrevendo sobre outras coisas importantes de aconteceram na década de 2000. São elas:

- Morro, Salvador e Recôncavo
- Paris
- Cirurgia
- Petrópolis
- Eu, educadora: acampamento, formadora, coordenadora e outras viagens

Fica o lembrete, mais uma vez, para dar a missão como concluída.

Amanhã é dia de parabéns!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

As novas viagens de aventura

Na década de 2000, séries como Lost, Heroes e 24 horas fizeram parte do roteiro de ação e aventura na TV a cabo e no Torrent.

Na vida real, fiz algumas outras viagens de aventura. A primeira trilha do Rodrigo foi em São Francisco Xavier, comigo junto.

Ele pegou gosto pela coisa, o que nos levou para uma outra trilha na Chapada Diamantina que nos deixou sem dormir na pousada por 3 dias. E eu junto.

Em João Pessoa, a aventura foi mais controlada, mas não menos desafiadora.

Em Natal, por pouco não ficamos numa praia deserta para sempre por causa de um buggy quebrado.

Agora, a maior de todas as aventuras nós fizemos a bordo das jardineiras de Caldas Novas, na tentativa frustrada de percorrer 150km num dia (essa era a distância que nos separava de Itumbiara).

Coisa de gente sem noção.

PS - É pena que a minha falta de tempo não esteja permitindo que eu escreva as narrativas completas. Ficam os lembretes como prêmio de consolação.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Chile

Michele Bachelet foi eleita no Chile na década de 2000.

Eu e Rodrigo estávamos por lá nas vésperas das eleições. Nem parecia que havia uma campanha correndo por lá.

Do Chile, guardo fotos lindas das águas das geleiras, dos vulcões, dos museus das antigas civilizações. E uma lembrança viva da brisa gelada batendo no rosto.

Contemplação.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Viagens de aventura

Nos anos 2000 foram aprofundadas as preocupações ecológicas mundiais, com a ameaça do aquecimento global se fazendo presente em diversos eventos do noticiário.

Foi nessa época que eu estive mais próxima da natureza, graças àquele mesmo namorado (que também se envaidecia de ser um às nas trilhas).

Assim eu conheci a Ilha Grande, Bonito, o PETAR e fui andar um pouco de bicicleta em Toronto.

São experiências que enchem os olhos e o coração da gente.

Mesmo muito tempo depois.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Anos 2000

O anos 2000 foram anos de expansão, reclassificação, alinhamento, novas certezas.

São encontrados dois novos planetas-anões no sistema solar e plutão é rebaixado para se juntar ao grupo. Também é descoberto o primeiro planeta possívelmente habitável fora do sistema solar. E é confirmada a existência de água em Marte.

Aqui na terra, minha vida se expandiu em muitas viagens, alguns negócios, redirecionamentos na carreira, novas amizades e várias aprendizagens sobre o que realmente importa para mim.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Cuba

Também fui pra Cuba na década de 90.
Fidel ainda estava inteirão, tinha feito um discurso de 4 horas alguns dias antes de eu chegar.

As pessoas achavam engraçado alguém que fazia publicidade querer conhecer Cuba. Também achavam engraçado alguém que fazia publicidade se interessar por movimento estudantil. Às vezes é a primeira metade da frase que contém o erro.

Tirei fotos incríveis durante minha estada por lá. Me senti a própria Sebastiana Salgado. Em Havana, claro. Varadero é uma bobagem. Mas valeu pela cor do mar.

Cuba foi a primeira viagem que fiz convictamente sozinha. Encontrei um amigo antigo na fila do aeroporto, mas não saímos juntos por mais de dois dias.

E me senti em casa, em todos os momentos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Inglaterra

Houve uma forte onda de Pagode nos anos 90.

Minha mãe quis me afastar disso e me mandou pra Londres, pra oxigenar um pouco a cabeça e olhar pra tudo em perspectiva. Funcionou. Foram 6 semanas de solidão que me salvaram de uma das vidas que eu poderia ter tido.

Não foi fácil. Eu era, realmente, uma estrangeira. Uma turista. Eu não cabia. Vi tantas coisas legais, conheci tanta gente, mas era como se eu estivesse alheia a tudo, numa bolha.

Lá eu não fui cosmopolita e independente como eu me orgulharia de ter sido. Lá as minhas velhas táticas não funcionavam. Lá eu não conquistei tudo o que quis. Lá eu poderia ter fortalecido algumas boas amizades. O problema é que lá, bem no fundo, eu queria estar aqui.

Mas eu não estava aqui, então eu tive que me virar.

Com isso descobri que eu sou capaz de me adaptar. Descobri que os limites que parecem existir pras nossas ações são, muitas vezes, criados por nós mesmos (e há muito terreno do outro lado da cerca). Me comportei de formas diferentes que ainda continuam disponíveis, se assim eu escolher.

A Inglaterra me ampliou os horizontes em todos os sentidos. Fez com que eu me encontrasse, pelo meu oposto.

E fez com que eu voltasse ainda mais brasileira, mas gostando menos de pagode.

Assim, alguns dias depois, eu fiz o que tinha que fazer...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

São Pedro

Enquanto as distâncias iam diminuindo para a informação e para a economia, eu começava a percorrer algumas distâncias maiores, contadas em milhares de quilômetros.

Nos anos 90, minha mãe se exonerou do estado. Isso fez um bem danado para a renda familiar e nos possibilitou viajar para lugares diferentes de Ribeirão Preto e Franca, casa dos meus avós e primas.

A primeira vez que eu andei de avião eu o dirigi. Foi num teco-teco, em São Pedro, antes de chegarmos ao Hotel Fazenda Guarany. A gente estava justamente conversando no carro sobre a nossa vontade de andar de avião algum dia. Eis que meu pai vê um aeroporto na beira da estrada, decide entrar, e alguns minutos depois lá estávamos nós, voando...

Não foram poucas as vezes que errei na hora de puxar e empurrar o manche e o piloto teve que intervir. O mesmo talento que tenho para perder nos jogos de videogame coloquei em ação naquele vôo. Não preciso dizer que minha mãe não gostou nada da experiência.

É muito louco se aproximar demais de uma montanha de avião. De repente aquela forma geométrica verde quase lisa começa a ganhar textura, instantaneamente. Parece videoclipe.

Depois que voltamos para a terra firme, me diverti muito com um outro meio de transporte: o lombo do cavalo.

Viajar é muito bom.