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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Síntese

Meu 2009 foi um ano de descobertas gigantes a respeito de coisas pequenas.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Todos juntos

A Europa lançou o Euro como moeda comum na década de 2000.

Eu, antes de ser feliz para sempre, juntei "todas as pesoas importantes da minha vida" naquele aniversário.

Foi bem legal!

Estrange, but true.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Felizes para sempre

A década de 2000 foi marcada pela expansão da telefonia fixa e do uso de celulares. Que bom! Assim eu pude receber vários SMSs dessa coisa boa que aconteceu na minha vida!

Conheci esse homem graças a uma trágica formatura em 2002, seguida por uma outra que se auto-destruiu em poucos minutos em 2003. Uma porta se fechou na minha cara e outra bem mais legal se abriu, precisando, de minha parte, apenas de uma pequena torção da fechadura - na forma de um e-mail, após a leitura de muitas crônicas e uma pequena autobiografia.

Estamos felizes para sempre.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Estágio no IPT

Durante meu estágio no IPT, eu construi um leitor parecido com o que hoje reconhece as placas dos carros para multar. Orgulho do papai!

Vi a galera comer muito "arroz selvagem" e suco de "tutti frutti" às sextas-feiras no restaurante da firma. Sem contar o insuperável sorvete interativo (sua imaginação define o sabor da sobremesa - fantástico!). Mas também tínhamos bons momentos (a sopa de queijo no inverno era demais!).

Fiz bons amigos que hoje não vejo mais.

Alguns with benefits.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Inglaterra

Houve uma forte onda de Pagode nos anos 90.

Minha mãe quis me afastar disso e me mandou pra Londres, pra oxigenar um pouco a cabeça e olhar pra tudo em perspectiva. Funcionou. Foram 6 semanas de solidão que me salvaram de uma das vidas que eu poderia ter tido.

Não foi fácil. Eu era, realmente, uma estrangeira. Uma turista. Eu não cabia. Vi tantas coisas legais, conheci tanta gente, mas era como se eu estivesse alheia a tudo, numa bolha.

Lá eu não fui cosmopolita e independente como eu me orgulharia de ter sido. Lá as minhas velhas táticas não funcionavam. Lá eu não conquistei tudo o que quis. Lá eu poderia ter fortalecido algumas boas amizades. O problema é que lá, bem no fundo, eu queria estar aqui.

Mas eu não estava aqui, então eu tive que me virar.

Com isso descobri que eu sou capaz de me adaptar. Descobri que os limites que parecem existir pras nossas ações são, muitas vezes, criados por nós mesmos (e há muito terreno do outro lado da cerca). Me comportei de formas diferentes que ainda continuam disponíveis, se assim eu escolher.

A Inglaterra me ampliou os horizontes em todos os sentidos. Fez com que eu me encontrasse, pelo meu oposto.

E fez com que eu voltasse ainda mais brasileira, mas gostando menos de pagode.

Assim, alguns dias depois, eu fiz o que tinha que fazer...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Para viver um grande amor

Os anos 90 foram os anos em que Barrados no Baile embalava os sonhos dos jovens de viverem um grande amor e uma grande adolescência.

Dos meus amores, não posso reclamar. Foram muitos, bastante diversos e mobilizaram em mim várias coisas bacanas. Esse post, ainda que talvez excessivamente sintético, é um tributo à participação de cada um deles (pelo menos dos mais importantes) na minha vida.

- Do namorado modelo, agradeço o despertar.
- Do namorado 10 anos mais velho, agradeço primeiramente a paixão. Agradeço igualmente a clareza e a honestidade infinitas.
- Do namorado ultimoanista, agradeço a proteção e a oportunidade de me ver cantora por um dia.
- Do namorado amigo-de-infância, agradeço aquelas férias.
- Do namorado poeta, agradeço a intensidade e os poemas publicados.
- Do namorado bucólico, agradeço a leveza e a liberdade que conquistei.
- Do namorado maluco-beleza, agradeço a energia e os sustos resultantes das frases de efeito.
- Do namorado comediante, agradeço as muitas risadas e todo o apoio.
- Do namorado aventureiro, agradeço os dias, as noites e os horizontes.
- Do namorado carioca, agradeço a recuperação, a boa forma e a lição.
- Do namorado GV-ista, agradeço a ajudinha e o CD.
- Do namorado literato, agradeço a minha própria ousadia e as infindáveis conversas.

Do namorado marido, o namorado definitivo, agradeço o bem-estar, o aconchego, o amor e a coragem para a tomada de grandes decisões.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Cartas de amor e desamor

Nos anos 90 aconteceu a popularização do e-mail. Mas eu ainda escrevi muitas cartas antes do e-mail efetivamente ter um impacto na minha vida.

A sensação de receber cartas é incomparavelmente mais interessante do que a de receber e-mails. Especialmente as cartas de amor.

Cartas vêm escritas na letra da pessoa, muitas vezes borrifada com o perfume da pessoa e nunca escrita secamente, até porque escrever e postar cartas exige um esforço e, portanto, um envolvimento e uma intenção maior por parte do remetente de ver a mensagem chegar a seu destino.

Escrevi algumas cartas de amor para o meu primeiro namorado, um homem lindo e alto e cheio de histórias interessantes pra contar.

A história da conquista desse primeiro namoro é bem bonita. Teve direito a olhares, disputa entre amigos pelo amor da donzela, rosa roubada com recado nas folhas, aquela pontinha de ciúmes ao vê-lo abraçado com outras modelos na sessão de moda da revista Querida.

Infelizmente, o moço escreveu casal com "u" numa carta que me enviou. Acredite se quiser: aquilo foi demais pra mim. Óbvio que ele nunca soube que este foi o verdadeiro motivo da coisa mais cruel que fiz em toda minha vida: terminei um namoro à distância de 6 meses, por telefone, depois de 4 meses na base das correspondências. Lembro que fiz isso para não correr o risco de me encantar por ele mais uma vez e não ter coragem de levar a cabo minha decisão.

Óbvio que, se tivesse a cabeça de hoje, eu teria feito tudo diferente.

Antonio Caetano Cintra Neto, se um dia você procurar seu nome no Google e cair aqui, saiba que eu lamento profundamente pelo que aconteceu. Você era uma pessoa muito bacana, de verdade, não merecia isso. Espero que hoje você seja/esteja feliz.

Meu marido tem o palpite de que, se tivermos a chance de conversar com quem nos traumatizou, nos surpreenderemos ao perceber que esta pessoa talvez nem se lembre do que fez - tão preocupada que terá estado em cuidar de seus próprios traumas, causados por outras pessoas.

Ou talvez se lembre perfeitamente, mas revele que não tinha um único bom motivo pra fazer o que fez.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O primeiro beijo

Meu primeiro beijo aconteceu no condomínio do meu tio, depois de um moço chamado Luis (e apelidado Camões) ter se encantado por uma menina "de estilo" que viu jogando vôlei na quadra do prédio.

O "estilo" a que ele se referia era o prenúncio do grunge, movimento da música e da moda que aconteceu poucos anos depois, em meados dos anos 90. Calça de moleton trazida à força até a altura dos joelhos, camiseta mais-larga-impossível para tirar qualquer vestígio de curva que pudesse ainda estar sugerida, cabelo amarrado de qualquer jeito num rabo de cavalo preso com elástico feito de meia fina.

Paquera durante o jogo, telefonemas durante toda a semana, "love of my life" tocada no violão do outro lado da linha e a certeza de ser única, diferente de todas as outras do universo.

Uma vez que estava "amando e sendo amada", cheguei à conclusao de que precisava ser menos negligente com meu visual. Fiz uma série de pequenos ajustes que estavam ao meu alcance e lá estava eu na semana seguinte, toda bonitinha, para emprestar um livro que ele nunca leria (nem devolveria).

O que aconteceu foi que o moço não encontrou a pessoa única que ele tinha idealizado quando me viu pela primeira vez. E eu desperdicei meu primeiro beijo com alguém que já estava visivelmente decepcionado com a pessoa que encontrou depois de uma semana.

Daí pra frente tive a certeza de que o melhor que temos a fazer em se tratando de relacionamentos é nos mostrar como somos, sempre.

E torcer para que o que somos tenha liga com o que o outro é.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Namorinho de portão

Os anos 90 já eram frenéticos, São Paulo já era enorme, mas eu tive a oportunidade de experimentar o "namorinho de portão" em outras cidades. Na verdade, dois: um em Osasco, outro em Ribeirão Preto.

O de Osasco foi sem graça. Muita pressão das amigas mais velhas e excessivamente urbanas. O moço era bonito, mas a sensação era infinita de não estar preparada para beijo nenhum, tentando explicar isso pras pessoas e só recebendo em retorno chantagens e um certo olhar de tédio. Ainda bem que o primeiro beijo ficou pra uma outra ocasião.

Já o de Ribeirão, foi bem gostoso. Ainda não foi dessa vez o beijo, mas valeram as conversas bobas à luz da lua, a lerdeza característica dos tímidos, o tempo que não passava para a gente se admirar melhor, o pensamento longo, a sonoridade bonita da palavra "ele".

E só.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Eu, bebê.

Existem memórias que nao são nossas, mas acabam integrando nossa história como se fossem. É o caso do "dia em que a família inteira passou mal".

Meu pai conta que foram todos comer num restaurante e a comida estava estragada. Eu me salvei pois só comia papinha naquela época. Até hoje ele se admira de naquele dia - eu tinha 1 ou 2 anos - eu parecer ter percebido que algo não ia bem com as pessoas. Não amolei em momento algum. Fiquei a tarde inteira brincado sozinha, quietinha, com meus brinquedos.

Também ele contava que eu praticamente nasci de olho aberto e saí da maternidade já querendo comer o mundo com os olhos.

O fato de meu pai ter me contado essas e outras histórias sobre mim me fez ter uma imagem sobrenatural, extraordinária, de mim mesma bebê.

Há alguns meses meu pai transformou uns filmes super 8, que estávam há muito tempo guardados sem termos forma de asistir, em DVD. Foi muito estranho ver meus gestos, meus interesses, meus movimentos, minhas birras. Elas eram típicas de um bebê como qualquer outro. Eu não era mais brilhante que ninguém, afinal!

A corujisse de um pai, essa sim, pode ser extraordinária, brilhante, sobrenatural.

domingo, 23 de novembro de 2008

Primeiro amor

Nos anos 80 eu tive um amor de infância.

Daqueles que ele gosta de você quando você não gosta dele e no momento seguinte invertem-se os papéis. O nome dele era Rodrigo Mateus de Souza Campos, meu melhor amigo.

A "revelação" aconteceu num dia na 2ª série em que a professora perguntou se ele casaria com ela, quando crescesse. O Rodrigo tinha um tipo físico assim, de um futuro Raí, sabe? A professora não era boba nem nada. Mas a resposta do garoto foi não, porque "gostava de outra pessoa". Todos ficaram muito curiosos e atentos a partir daí. Até todo mundo perceber que não tinha pra ninguém. Era de mim mesmo que ele gostava.

Eu imaginava, toda vez que escutava "Quase sem querer", do Legião Urbana (e não era pouco), que era ele quem cantava a música pra mim. Durante o acantonamento, conheci a "Olhar 43", do RPM, e foi nele que pensei enquanto entendia só metade da letra.

Conversar com o Rodrigo foi importante quando meu pai viajou para o Japão. O pai dele também tinha ficado um tempinho no exterior e ele me garantiu que, apesar da saudade, o tempo passava rápido.

Também tenho certeza que ele votou em mim naquela pesquisa feita pelos jornaizinhos da 4ª série, na seção "a menina mais legal na opinião dos meninos". Ganhei com boa margem aquela pesquisa. Pena que, por algum motivo que hoje eu não consigo precisar, não achava viável passar o recreio com os meninos (isso teria me poupado um pouco do sofrimento relatado anteriormente).

Respirei aliviada quando, na festa mais legal de todos os tempos (à qual eu não fui), aconteceram muitos primeiros beijos, mas nenhum com ele.

A história, como qualquer história de amor infantil que se preze, não teve muitos desdobramentos.

Depois que a escola fechou, ele foi para o Ítaca, eu para o Galileu. Ainda o vi saindo pelo portão uma vez, quando passava de carro, voltando pra casa.

Encontrei o Rodrigo depois de muito tempo, quando fui prestar vestibular na ESPM (eu publicidade, ele administração). Nada parecido com o Raí. Depois soube que ele foi pra Ribeirão Preto. Isso é tudo.

Algumas pessoas nunca vão saber a importância que tiveram na curta vida de outras.

A não ser que, inadvertidamente, um dia digitem seu próprio nome no Google e caiam no blog de alguém que fez uma retrospectiva dos anos 80, quase vinte anos depois.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

CD em Loop Infinito

Amor é sempre bonito. Não interessa se a primeira, segunda, terceira, quarta ou milionésima vista...

Vi, Não Vivi - Zélia Duncan
Composição: (Itamar Assumpção)

Primeira vez que eu te vi
Meu coração não fez clique
Se ouvi ou vi, não vivi
Seu clique, seu trique-trique
Não vi sushi, sashimi
Nem eros, nem afrodite
Primeira vez que eu te vi
Primeiro vi seus limites


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vulnerabilidades

Há algum tempo estava querendo escrever um post sobre o cuidar. Tenho tido algumas experiências que revelam a força de um gesto de carinho/solidariedade/cuidado/respeito para uma pessoa que se encontra num ambiente hostil ou indiferente à sua presença.

A coisa é forte. É forte a ponto de fragilizar, derreter, apaixonar, manipular. Por coisas simples - idiotas até.

Como alguém tirar caixas pesadas da sua mão e prontamente te ajudar a carregar, naquele dia fatídico. Como alguém comentar no seu blog quando você estava carente e ninguém mais o fez.

Fico pensando nos muitos milhões de outras pessoas desse mundo que tem a vida mais triste do que a minha, que são vistos com mais indiferença ou mais hostilidade, numa frequência maior que eu.

Me faz entender como é fácil se deixar levar por um candidato qualquer que ofereça uma coisa qualquer acompanhada de um sorriso. Me faz entender como é fácil se deixar levar completamente por um caso que ofereça qualquer migalha, qualquer olhar de ternura ou desejo.

Promessas de uma vida melhor. Quem as deixaria escapar?

Alguns fechados, alguns atentos, alguns vítimas das maiores perdições. Somos todos vulneráveis.

sábado, 25 de outubro de 2008

Fotografia Literal 1 - encarando o desafio

No rastro de Laganaro, Kris e outros, publico minha fotografia falada. Convido Bera, Lilian e Gabriel para fazerem o mesmo. Continua meu movimento pró-blog dos amigos, que nessa hora fazem uma falta danada!

No verso, "primavera de 2008".

Hoje estou numa fase boa da minha vida. Me sinto reconhecida (inclusive por mim mesma, vejam que raro!) e recompensada por meu trabalho. Me sinto relevante e não sou explorada - uau! Estou prestes a conquistar (with a little help) algo que desde muito cedo eu encomendei para meus 30 anos: com direito a terraço, lua e, quem sabe?, brisa entrando pela cortina esvoaçante (o saxofone eu resolvi mesmo deixar pra lá).

Ainda não equilibrei vida profissional e vida pessoal - continua sendo um projeto futuro daqueles, assim, bem suaves, tênues, sem contar com tanto esforço para sua realização. Talvez por eu não confiar de verdade. Talvez - mais provável - por eu não querer de verdade.

Sabe o que é? É que as fases ruins da vida não passam impunemente. Me convenci - em camadas profundas demais para não serem sentidos os reflexos em tudo - de que trabalhar, pensar, arquitetar, realizar, era algo para os quais eu tinha mais talento do que para cativar, aproveitar, seduzir, curtir. Pode parecer estranho, mas minha zona de conforto está mais lá do que cá. Confesso que sinto inveja e admiração pelos outros que, nesse sentido, conseguem não ser eu.

Sinto saudades de várias coisas, mas não me arrependo de nada. Não por qualquer princípio normatizador ou qualquer racionalização besta, mas porque, apesar de perdida muitas vezes, acabei fazendo escolhas com "E" maiúsculo, pensadas e combinantes comigo. E isso me tranquiliza.

Às vezes quero mais do que minhas censuras internas permitem. Procuro não reprimir, mas também não realizar. Brinco. Faço com que a fantasia dê conta de realizar o desejo que não pode ser realizado. Conservo a criança para não desestruturar o adulto. E minha vida segue nos eixos...

Não existe um vulcão dentro de mim - pelo menos não um que eu, até agora, não tenha conseguido conter em suas erupções. Mas acho lindo todo aquele magma. Por isso sou fascinada pela pessoas intensas, pelas discussões acaloradas, por "ser inteiro".

Gosto. Desde que nada seja inventado, desde que sinta que tudo é verdadeiro.

sábado, 12 de julho de 2008

A foto do avô

No embalo das coisas de antigamente, olhem a foto que eu herdei do meu avô. Acho que ninguém tem uma foto de avô assim:


Na exposição Bossa na Oca descobri que o violão não era tão popular antes de 1958 e de João Gilberto. Levei um susto - nunca poderia imaginar uma coisa dessas. Meu avô nasceu em 1910 e, na foto, ele não parece ter mais de 30 anos. Definitivamente uma vangarda.

Ainda na perpectiva dos paralelos - do antigo que já foi moderno - essa foto poderia ser o correpondente aos pôsteres de bandas que temos hoje - com um band líder de olhar meio rebelde, meio sedutor.

Nem preciso dizer que sou apaixonada por essa foto.

Minha avó mandou muito bem...

sábado, 21 de junho de 2008

Meu pai e meu papel

Recomendo um pai que te convide a se perder, quando pequena,
e te ajude a se encontrar, quando grande.

"Seu papel não é impedir que problemas aconteçam. Especialmente em se tratando da área em que você trabalha - isso é definitivamente impossível. Seu papel é mitigar problemas, ou seja, reduzir-lhes os impactos, quando acontecerem."

Isso eu venho fazendo. Pode se (e posso me) orgulhar de mim. Que bom que estou de volta.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Promessas de felicidade

Existem pessoas que se aprimoram em habilidades de prometer felicidade aos pobres românticos.

Mesmo românticos escolados têm dificuldade de controlar o arrebatamento de um coração fisgado por sinais estudadamente pouco exagerados e "reveladores" da falta que fazem, do quanto são especiais, do quanto são queridos (apesar de tão pouco tempo!).

Geralmente os caçadores de românticos têm vidas ocupadas, estão sempre de passagem e - uma vez que excesso de perfeição é motivo pra desconfiança do santo - reside exatamente aí, na impossibilidade de ser completamente feliz pela distância de tempos e espaços, o fator que faz com que o santo creia.

Além, claro, da perspicácia absoluta do predador em descobrir traços apaixonantes da personalidade do romântico que nunca ninguém viu ou expressou de forma tão exata antes. O romântico é exatamente como o sedutor descreveu. Portanto, na lógica do romântico, todo o restante tem boas chances de ser igualmente verdadeiro.

São os românticos que produzem os sedutores (se alguém vende é porque alguém compra). E também quem tira o melhor proveito das habilidades longamente desenvolvidas, eterno enquanto dura.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sinceramente?

Um tempo é um fim, só que mais covarde.

Um tempo não assume responsabilidade: afasta deixando a esperança e abandonando o que restou - que já não era tanto - para que a ação do vento lhe diminua a importância (coisa que nem sempre acontece na mesma proporção para os dois lados).

Prefiro o fim discutido por longas horas, entrando na madrugada - claro, olho no olho, com o carinho que cabe a todos aqueles a quem se quis bem.

O luto é ruim, mas passa.

E o futuro está sempre chegando aí...

(este é um post dedicado, para acompanhar o sorvete porcaria)