Mostrando postagens com marcador tentativas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tentativas. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de janeiro de 2009

Redefinindo Ambição

Enquanto a economia mundial passava por seu mais longo período de prosperidade (até 2007), eu tentava de toda forma me tornar uma boa empreendedora e uma boa administradora.

Fui fazer Empretec, tomei surra até não poder mais, sendo memorável aquela experiência traumática da negociação do sapato. Chorei muito naquele dia.

Depois fui fazer GV. Aprendi muitas coisas extremamente valiosas, especialemente quando usadas em organizações com uma mega estrutura e um bom dinheiro para investir. Até tentei usar parte daquele conhecimento nos negócios que tive na vida mas, no geral, esse conhecimento sempre foi muita areia para o meu caminhãozinho.

Hoje vejo que sempre faltou em mim uma coisa essencial para alguém que tenha pretenção de tocar um negócio: não sou uma pessoa movida pela ganância, pelo menos não essa material.

Não se trata de não gostar de dinheiro. Gosto de ser reconhecida pelo meu trabalho e tenho gostado das coisas que tenho conseguido comprar em meu benefício.

Mas quem me conhece sabe que se eu tiver que escolher entre dinheiro e valores, dinheiro e solidariedade, dinheiro e paz, dinheiro e desenvolvimento... bem, dinheiro perde todas as batalhas.

Minha maior ambição é abstrata, conceitual, moral, arquetípica.

Ter nascido Aquário com ascendente em Peixes não poderia passar assim, tão impunemente.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Voz Ativa

Eu fui representante discente no Conselho de Graduação da USP.

Tive que responder por essa desobediência civil numa reunião do C.A. da ECA. Em outros fóruns respondemos aos que achavam que participar das decisões com número tão baixo de alunos era legitimar o que não deveria ser legitimado. Preferiam não ter representantes (o que equivale a não serem ouvidos).

A Voz Ativa foi uma experiência bem legal. Foi possível perceber quais são os truques que os autoritários inteligentes usam para tornar a democracia mais favorável. Também foi uma oportunidade de entender um pouco melhor as forças que compõem a esquerda brasileira e de exercitar a participação.

Foi uma época em que ouvi tiradas memoráveis relacionando regimes políticos aplicados a uma república de estudantes. As Ciências Sociais trazem um repertório magnífico para o humor.

Fazendo uma análise a posteriori, os meninos do C.A. tinham razão a respeito da nossa pretensa representatividade. Assim como nós tínhamos razão a respeito da pretensa representatividade deles.

Éramos, de certa forma, um pequeno retrato do tipo de cultura democrática que, nós brasileiros, temos como sociedade: votamos e torcemos para que os eleitos tenham entendido nosso recado. Que recado? Só deus sabe!

E nós, com todo o excesso de material de pauta para ser lido, encaminhado aos 45 do 2º tempo, fizemos o que pudemos.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Contagem regressiva

Hoje começa a contagem regressiva: 3 meses para meu aniversário de 30 anos. 1 mês para cada década. Pensei em fazer, a partir de agora, uma retrospectiva que relacione fatos históricos dos anos 80, 90 e 00 com a história da minha própria vida nesses períodos.

Vamos ver se vou ter perna pra isso...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ensaio sobre a razão

Sou ferrenha defensora da racionalidade (mesmo porque faz parte do instinto de sobrevivência as pessoas defenderem aquilo que predominantemente são).

Olhar a vida pelos olhos da razão faz com que a gente se localize melhor no mundo. Vamos paulatinamente entendendo melhor suas dinâmicas, as forças que nele atuam, seus elementos constituintes. Ficamos gradativamente menos ingênuos e menos reféns das situações (na hipótese, claro, de estar ao nosso alcance fazer algo a nosso favor).

Olhar pra si pelos olhos da razão nos faz mais senhores de nós mesmos. O livre-arbítrio, na minha opinião, joga no time da razão (se bem que, pensando melhor, pode haver controvérsias a esse respeito). Mas vá lá: os objetivos, os planos, a realizações, definitivamente não ocorrem por impulso ou acaso.

É claro que nem tudo são flores na vida de um racional inveterado. Especialmente quando ele é possuído pela obsessão/ilusão de pretender chegar ao grau máximo da evolução de sua espécie: a coerência. Se, além de coerente ele ainda quer ser lembrado como exemplo de bondade, ética ou sabedoria, aí danou-se.

Ia dizer que a pessoa racional aprende mais rápido, podendo mais rapidamente superar as ilusões, mas acho que isso é uma grande bobagem. O auto-engano está aí, à disposição de todos, para os mais diversos fins. O auto-engano é do território da emoção - e ninguém está livre dele. Conclusão aristotélica: ninguém está livre da emoção.

E nessa parte do texto eu fico com vontade de agradecer, mas agradecer mesmo, todas as vezes que a emoção é forte demais e sai do controle da razão. É pela emoção que nos sentimos vivos.

Fechado o parênteses - e com uma dificuldade enorme de me focar no objetivo inicial desse texto - começo a pensar na admiração que tenho pelos intuitivos e pelo seu pensamento não linear.

É, minha gente. Era uma vez uma pessoa que ia fazer uma defesa ferrenha de alguma coisa nesse post...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ações em baixa

Estou num dia daqueles bem confusos. Querendo o que não tenho, tentando e não conseguindo, reclamando silenciosamente e não sabendo se tenho direito de exigir alguma coisa.

sábado, 25 de outubro de 2008

Fotografia Literal 1 - encarando o desafio

No rastro de Laganaro, Kris e outros, publico minha fotografia falada. Convido Bera, Lilian e Gabriel para fazerem o mesmo. Continua meu movimento pró-blog dos amigos, que nessa hora fazem uma falta danada!

No verso, "primavera de 2008".

Hoje estou numa fase boa da minha vida. Me sinto reconhecida (inclusive por mim mesma, vejam que raro!) e recompensada por meu trabalho. Me sinto relevante e não sou explorada - uau! Estou prestes a conquistar (with a little help) algo que desde muito cedo eu encomendei para meus 30 anos: com direito a terraço, lua e, quem sabe?, brisa entrando pela cortina esvoaçante (o saxofone eu resolvi mesmo deixar pra lá).

Ainda não equilibrei vida profissional e vida pessoal - continua sendo um projeto futuro daqueles, assim, bem suaves, tênues, sem contar com tanto esforço para sua realização. Talvez por eu não confiar de verdade. Talvez - mais provável - por eu não querer de verdade.

Sabe o que é? É que as fases ruins da vida não passam impunemente. Me convenci - em camadas profundas demais para não serem sentidos os reflexos em tudo - de que trabalhar, pensar, arquitetar, realizar, era algo para os quais eu tinha mais talento do que para cativar, aproveitar, seduzir, curtir. Pode parecer estranho, mas minha zona de conforto está mais lá do que cá. Confesso que sinto inveja e admiração pelos outros que, nesse sentido, conseguem não ser eu.

Sinto saudades de várias coisas, mas não me arrependo de nada. Não por qualquer princípio normatizador ou qualquer racionalização besta, mas porque, apesar de perdida muitas vezes, acabei fazendo escolhas com "E" maiúsculo, pensadas e combinantes comigo. E isso me tranquiliza.

Às vezes quero mais do que minhas censuras internas permitem. Procuro não reprimir, mas também não realizar. Brinco. Faço com que a fantasia dê conta de realizar o desejo que não pode ser realizado. Conservo a criança para não desestruturar o adulto. E minha vida segue nos eixos...

Não existe um vulcão dentro de mim - pelo menos não um que eu, até agora, não tenha conseguido conter em suas erupções. Mas acho lindo todo aquele magma. Por isso sou fascinada pela pessoas intensas, pelas discussões acaloradas, por "ser inteiro".

Gosto. Desde que nada seja inventado, desde que sinta que tudo é verdadeiro.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Posts em 140 caracteres

Entrei no twitter. É óbvio que isso não vai acabar bem...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dizer não

Defender o próprio território não é uma tarefa fácil para todas as pessoas. Se alguém souber de um curso que ensina isso, por favor, me indique.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Bicho

Existe alguma forma de lidar com alguém que não mantém a palavra ou (não dá pra saber) não mantém a memória da palavra empenhada? (no fim dá tudo no mesmo).
Existe alguma forma ou a única saída é procurar manter distância de uma pessoa assim?
E se essa pessoa é A pessoa com possibilidades reais de fazer um grande sonho seu acontecer?

sábado, 24 de novembro de 2007

Objeto estranho

Comprei uma Swiss Ball - aquela de pilates - para servir de cadeira.
Achei a idéia ótima - colocar os músculos abdominais para trabalhar enquanto trabalho.
Nesse momento, passada cerca de uma hora de teste... posso dizer que entrar em forma sem esforço definitivamente não é uma coisa que acontece na vida real.