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sábado, 31 de março de 2012

Mais um filho

Orgulhosa do meu outro filho que acabou de nascer: www.facilitacaograficacolheita.com.br

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Vida de facilitadora - parte 1

Esse foi um dia para guardar para a posteridade. Acabei de voltar da facilitação do 4º encontro de um processo de formação para gestores escolares. Mesmas escolas, dois períodos, dois grupos muito diferentes.

Esse 4º encontro foi um momento de inflexão. No final do 3º encontro, uma gestora do grupo da tarde nos dá uma informação valiosa: ela gostaria de falar menos e receber mais de nossas formações.

Somos contrutivistas. Queremos construir a partir do que nos traz o grupo. Especificamente nesse caso, entendíamos que em nossas discussões muitas trocas preciosas estavam acontecendo, no sentido de questionar algumas crenças limitadoras cultivadas por eles. Mas não adianta o formador enxergar isso, se o participante não enxerga.

Foi um período de planeamento intenso, de muitos auto-questionamentos e muito trabalho de resgate daquilo que tínhamos considerado pérolas, para reuni-las e exibi-las numa vitrine, iluminando-as.

No primeiro grupo, nem foi preciso colocar as peças na vitrine. Alguns participantes chegaram radiantes com os resultados que já começavam a obter a partir de nossas propostas de reflexão (exercícios de visão de futuro, diagnósticos da situação atual, escrita da história institucional da escola). Me senti plena e surpresa. Para algumas pessoas o processo tinha sido ainda mais rico do que o imaginado nos meus sonhos mais irrealistas.

No segundo grupo, descobrimos que tratava-se de uma unanimidade contrária àquele formato de formação. Queriam textos de teóricos, que inspirassem a reflexão. De alguma forma foi o que adivinhamos pelas poucas palavras que, num gesto corajoso e amoroso de uma delas, decidiu fazer a crítica a quem era de direito. Mudamos e isso foi reconhecido pelo grupo. Só então acreditaram que tinham voz e que, de fato, podiam ser ouvidos. Só então puderam ouvir a nossa voz, que reinteradamente afirmou isso, sem sucesso.

Seguiremos num caminho de aporte de idéias, informações, conhecimento e reflexões mais denso, oferecido pelos teóricos, valorizado por ambos os grupos.

Graças a algumas pessoas do primeiro grupo, seguirei mais confiante nas potencialidades da formação com o formato que concebi inicialmente. Graças ao segundo grupo, seguirei mais desconfiante de que esse é um processo a ser oferecido para poucos (e bons).

sábado, 1 de maio de 2010

Senzala Particular

Para bom entendedor, a última frase do post anterior basta. Sim, existe uma coisa me atrapalhando a vida.

Este ano voltei a estudar bastante. Estou com sede de novos aprendizados, quero entrar no mestrado, enfim...

Descobri que permanece intacta aquela minha velha conhecida: colecionadora de notas máximas, arrebatadora de corações e suspiros docentes. Me sinto em casa, mas não é difícil perceber que este é um lugar terrível.

Essas duas últimas semanas foram excessivamente exigentes no trabalho. Me faltaram horas para realizar aquelas coisas que são - escancaradamente - prioridades para mim (o que me deixa bem triste e mau-humorada).

E o motivo de tanto trabalho é, basicamente, essa tal pessoa que eu sou. Não posso, não tenho recursos para conviver com a idéia de que os outros (sim, esse "ente", abstrato, sem cara, sem nome) me associem a resultados muito inferiores à nota máxima. Porque em algum lugar do meu subconsciente deve estar escrito que eu só serei reconhecida, aceita, amada, se eu tirar a nota máxima.

Esse lugar humano, da possibilidade de errar sem sofrer e, ok, de ser considerada menos inteligente em função disso - qual é o problema? - é o meu "desconhecido". E como todo desconhecido, desperta medo.

Ressalva: até aceito o erro, desde que eu tenha feito todo o meu melhor. O seja: o que não aceito é a leveza do compromisso com limites.

Atire a primeira pedra quem não tem a sua senzala particular - ainda que ela tenha vista para o mar.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Uma carta para o passado

Ontem transformei o que pra mim é uma tarefa bastante dificil em redenção.

Encarando o e-mail que enviaria para os candidatos não escolhidos no processo seletivo, pensei nas vezes em que eu mesma recebi e-mails parecidos. Pensei no que gostaria de ter sabido sobre processos seletivos naquela época. Pensei nas conclusões equivocadas que tirei (e que foram um grande atraso de vida).

O resultado desse revival foi que escrevi o texto abaixo.

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Prezado candidato,

Concluimos a primeira fase da seleção de estagiários para a vaga de auxiliar de classes de reforço, da qual você participou.

O Instituto buscava, nessa primeira fase:

1) a paixão por ensinar;
2) a correta compreensão e opção pelo método sócio-construtivista de ensino e aprendizagem;
3) a crença de que todo ser humano é capaz de aprender.

Por algum motivo, na entrevista da qual você participou, não pudemos identificar um ou mais desses aspectos.

Cada instituição busca perfis de profissionais que combinem mais com suas crenças e formas de entender o mundo. Nosso desejo é que você, sem abandonar aquilo que acredita e traçando seu caminho com coerência, possa encontrar seu espaço no mercado de trabalho, num local que, por compartilhar das mesmas concepções, possa aproveitar todo o potencial que você vem desenvolvendo com base nas suas escolhas.

É possível também que você traga consigo, apesar de não ter demonstrado com clareza, aquilo que procurávamos. Nesse caso, nosso desejo é de que, numa próxima oportunidade, esses aspectos estejam mais fortalecidos e que possamos vir a realizar, lado a lado, a missão de contribuir para a melhoria da educação no Brasil.

Um grande abraço e nossos sinceros agradecimentos pela sua participação.
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Não sei se muda alguma coisa o "não" vir assim ou de outra forma. Também não sei se existe atenção ou alma suficientes numa hora como essa para se ler um e-mail desses "com bons olhos".

Mas eu gostei.

Sinceramente? Quem duvida que o principal destinatário desse e-mail tenha sido, desde o princípio, eu mesma?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Brigando

Pra me manter calma, pra me manter ativa, pra não brigar sozinha.
Pra conseguir me expressar.

Grande desafio.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Logoali.net

Foi na década de 2000 que internet se consolidou como veículo de comunicação em massa.

Isso, atrelado ao fato de eu ter feito curso técnico em eletrônica, graduação em comunicação e ter sido tocada pela possibilidade tornar-se empreendedora sem a necessidade de um alto investimento, foi responsável pela minha primeira iniciativa de negócio: o www.logoali.net.

Existe uma história oculta e não tão charmosa na criação do logoali, mas que o torna extemamente significativo na minha vida. O logoali me salvou de um prenúncio de depressão.

Na época, eu tinha um namorado daqueles, só para simplificar, ótimo em tudo! Um hiperativo que direcionou todas as suas energias para se tornar uma pessoa bem sucedida e admirada. E sempre conseguiu exatamente o que tinha planejado para si.

Vivíamos numa relação, em muito induzida por ele, competitiva. Foi difícil pra mim perceber que aquilo que começou como uma característica de introspecção e maturidade que me diferenciava dele, ao final de tudo, tinha se transformado em melancolia. Eu terminei ofuscada, efetivamente convencida de que nunca poderia ser páreo para tamanho talento.

Foi aí que começou a descida da ladeira. Negação total, mesmo das coisas que eu sempre fiz bem. Estava, no meu imaginário, me transformando num verdadeiro trapo.

Foi então que eu tive essa idéia e meu pai a apoiou com um entusiasmo fora do comum. Comecei a agir ao invés de pensar; a me colocar à prova, ao invés de me analisar. Comecei a perceber que, afinal, eu servia pra algumas coisas.

O logoali acabou, mas eu segui em frente (deixando o namorado pra trás).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Anos 2000

O anos 2000 foram anos de expansão, reclassificação, alinhamento, novas certezas.

São encontrados dois novos planetas-anões no sistema solar e plutão é rebaixado para se juntar ao grupo. Também é descoberto o primeiro planeta possívelmente habitável fora do sistema solar. E é confirmada a existência de água em Marte.

Aqui na terra, minha vida se expandiu em muitas viagens, alguns negócios, redirecionamentos na carreira, novas amizades e várias aprendizagens sobre o que realmente importa para mim.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Editora da USP

E eis que o último post dos anos 90 vem falar de uma experiência que terá reflexos ao longo de toda a próxima década.

Trabalhei na Editora da USP.

Lá soube o que era trabalhar numa repartição pública. Lá soube o que era ter uma chefe maluca-beleza. Lá soube o que era estruturar um departamento de marketing amador. Lá soube que o empreendedorismo está ao nosso alcance.

Durante os seis meses que fiquei ali, tive uma amostra de vários caminhos que segui ou cogitei seguir mais tarde. Também expandi os limites do meu gosto estético.

Não poderia deixar de fazer essa última menção honrosa, antes da década acabar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Como deixei de ser técnica

Na década de 90 morreram Cazuza, Renato Russo, Ayrton Senna, Mamonas Assassinas... Morreu também uma futura técnica de automação da manufatura.

Foi na aula de literatura que isso aconteceu. Péssima era pouco: aquelas aulas eram abaixo de qualquer crítica. Vejam se faz algum sentido terminarmos todo o conteúdo de literatura um semestre antes do curso acabar, sendo que a carga horária de humanas é extremamente reduzida no curso técnico. Mas foi isso que a professora declarou que aconteceu.

De forma que, no último semestre, ela nos deixou livres para "criar nosso próprio movimento cultural-literário". Poderíamos falar sobre qualquer coisa, de qualquer forma que quiséssemos. Depois ela informou que poderíamos fazer qualquer coisa com aquilo que tínhamos ou não tínhamos feito (não seria mais preciso entregar ou apresentar o trabalho).

Mas o fato é que eu decidi fazer um vídeo. E aquilo foi um divisor de águas na minha vida. Há anos não tinha tanto estímulo para fazer alguma coisa. Certamente era melhor do que programar robôs e projetar circuitos...

E foi assim que dei uma guinada na vida e fui prestar vestibular em comunicação. Queria fazer cinema, mas eram cinco as disciplinas na segunda fase da Fuvest, contra duas da publicidade. E eu tinha clareza do quanto teria que remar para ter alguma base mínima para passar no vestibular.

Como consegui é tema para outro post.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Estágio no IPT

Durante meu estágio no IPT, eu construi um leitor parecido com o que hoje reconhece as placas dos carros para multar. Orgulho do papai!

Vi a galera comer muito "arroz selvagem" e suco de "tutti frutti" às sextas-feiras no restaurante da firma. Sem contar o insuperável sorvete interativo (sua imaginação define o sabor da sobremesa - fantástico!). Mas também tínhamos bons momentos (a sopa de queijo no inverno era demais!).

Fiz bons amigos que hoje não vejo mais.

Alguns with benefits.

sábado, 27 de dezembro de 2008

A escolha profissional

Nos anos 90 já estava a todo vapor a disseminação da ideologia pró-globalização. As pressões por competência, informação, produtividade, mobilidade (...) eram constantes. O fantasma do desemprego estrutural estava sempre por perto, nas reportagens praticamente diárias sobre a dificuldade de todos (e mais especialemnte dos jovens) conseguirem seu primeiro emprego.

Não passei impune por tudo isso. Não passei impune principalmente pelo que meus pais pensavam sobre tudo isso.

Não cursei o colegial regular. Não achava meu colégio suficientemente bom e, por alguma razão, não quis mudar para outro. Neguei todos. 8 ou 80. Com o apoio do meu pai.

Além da decepção com o colégio, existia o contraste entre a infelicidade da minha mãe - pessoa de humanas - e a indisfarçável empolgação do meu pai - pessoa de exatas. Comprei a idéia de que, com o pacotinho correto (o das exatas), minha vida seria boa.

Nessa época, já tinha uma grande experiência em renunciar - a ponto de não reconhecer - meus próprios desejos. Aí entra o apoio da minha mãe (na realidade, estou falando aqui do incentivo ao subterfúgio de questionar e suprimir as próprias vontades, sugerido em tantas outras ocasiões).

Em função dessa escolha, desviei da rota que me seria mais natural e vaguei insatisfeita e incompleta por aí, por muito tempo.

A questão estaria melhor resolvida se as origens do pensamento que desembocaram na escolha equivocada estivessem superados. Se as armadilhas estivessem mapeadas e não houvesse mais nenhum perigo.

Mas sei que eu ainda sou essencialmente a mesma. Com essa habilidade extrema de me esconder de mim mesma para não deixar vir à tona que, na verdade, eu preferiria mesmo era tomar o caminho mais arriscado.

Sou assim e é isso que me deixa triste.

domingo, 7 de setembro de 2008

Paradoxos íntimos

Se as pessoas exercitassem mais a metalinguagem/metaanálise/metavisão consigo mesmos, tenho certeza que saberiam qual é a sensação de se ver em paradoxo.

Experimente se perguntar se aquilo que você critica mais fortemente no outro também não acompanha você em suas ações. O resultado é desconcertante, irônico, divertido... e promove a humildade que é uma beleza!

Minha mais recente:
"Não dá pra ter esses professores como participantes das nossas formações. Se eles não acreditam na capacidade de aprendizagem de seus alunos, como é que vão conseguir fazê-los aprender?"

E o pior é que a gente fala isso a sério, acreditando e se dando razão.

sábado, 2 de agosto de 2008

Te encontro no infinito?

Momento de desafio para a manuntenção, imediatamente anterior a um ponto de possível inflexão.

Mudança de Presidência e de Conselho. Ano político e, portanto, de possíveis descontinuidades. Urgência de novos modelos que dêem suporte aos vigentes. Grandes decisões e grandes oportunidades à vista, inclusive pessoais-profissionais.

Paralelamente a isso, a vida indo concluir mais uma década de seus respectivos balanços.

Ser ou não ser? Eis a questão.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Final de Semana

Pensei na semana passada: ainda bem que existem os finais de semana de descanso para podermos trabalhar em paz.

Fala sério, isso não é vida, né?

sábado, 21 de junho de 2008

Meu pai e meu papel

Recomendo um pai que te convide a se perder, quando pequena,
e te ajude a se encontrar, quando grande.

"Seu papel não é impedir que problemas aconteçam. Especialmente em se tratando da área em que você trabalha - isso é definitivamente impossível. Seu papel é mitigar problemas, ou seja, reduzir-lhes os impactos, quando acontecerem."

Isso eu venho fazendo. Pode se (e posso me) orgulhar de mim. Que bom que estou de volta.

domingo, 1 de junho de 2008

Sobre a não coordenação de grupo

Nem fiz. Às vezes a gente tem que aprender a deixar cada um com seus problemas.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Coordenação de Grupos II

E lá vou eu de novo, o pepino me aguarda. Lusco-fusco só para os fortes. Esconda-se quem puder.