Um amigo me cobrou que eu fizesse uma forcinha pra postar algumas vezes no ano. Fato é que quando a coisa tem que vir, vem mesmo, com força total, sem precisar da ajuda da gente.
Escrever nesse blog tem como funções primordiais desopilar e organizar os pensamentos. Se for coisa simples, não rende muito texto. Se for coisa complexa, se atrapalhar bastante a vida (do ponto de vista da autora, é claro), então podem me esperar que estarei por aqui.
Portanto, meus queridos e resilientes leitores (escuto um eco na platéia?), não se preocupem com minhas ausências. Se eu não estiver por aqui, é sinal de que está tudo bem.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
segunda-feira, 15 de junho de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Passando
Passando pelos tapetes só pra declarar que acho triste vê-los empoeirando assim.
Mas também sem muito que eu possa fazer nesse momento...
Mas também sem muito que eu possa fazer nesse momento...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Blogs
Blogs são um fenômeno da década de 2000. Assim como os reality shows, o que deve ter alguma relação.
Meu primeiro blog, o Caixa de Pandora, era quase igual a esse aqui. Pensei que eu tivesse me transformado em uma nova mulher e criei um blog novo. Um belo dia percebemos que somos os mesmos (e que, realmente, vivemos quase como nossos pais).
Antes de ter um blog, você acha que não faz sentido essa coisa de ficar escrevendo sobre você mesmo ou publicando coisas que você pensa e aguardar pelos comentários dos amigos reais e virtuais. Não faz muito sentido pra quem nunca fez. Além de ser muito narcisismo (demais para você admitir que também tem). Mas um belo dia você começa, só pra ver como é que é...
Daí você vai percebendo os impactos da experiência de ter um blog na sua vida cotidiana. Já criei várias teorias a respeito do meu: me faz ter mais olhares positivos sobre o meu dia-a-dia (afinal preciso ter algo de útil pra postar), retirar mais significado das coisas, exercitar meu poder de metaforizar, manter o hábito da escrita, poupar histórias numa grande caderneta de memórias para contar aos filhos e netos.
Já disse antes: sou grata por ter nascido pra ver e usufruir de tudo isso que está acontecendo.
Meu primeiro blog, o Caixa de Pandora, era quase igual a esse aqui. Pensei que eu tivesse me transformado em uma nova mulher e criei um blog novo. Um belo dia percebemos que somos os mesmos (e que, realmente, vivemos quase como nossos pais).
Antes de ter um blog, você acha que não faz sentido essa coisa de ficar escrevendo sobre você mesmo ou publicando coisas que você pensa e aguardar pelos comentários dos amigos reais e virtuais. Não faz muito sentido pra quem nunca fez. Além de ser muito narcisismo (demais para você admitir que também tem). Mas um belo dia você começa, só pra ver como é que é...
Daí você vai percebendo os impactos da experiência de ter um blog na sua vida cotidiana. Já criei várias teorias a respeito do meu: me faz ter mais olhares positivos sobre o meu dia-a-dia (afinal preciso ter algo de útil pra postar), retirar mais significado das coisas, exercitar meu poder de metaforizar, manter o hábito da escrita, poupar histórias numa grande caderneta de memórias para contar aos filhos e netos.
Já disse antes: sou grata por ter nascido pra ver e usufruir de tudo isso que está acontecendo.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Interditada
Está rolando um bloqueio para escrever sobre os anos 90. Década de muitos assuntos privados e algumas escolhas erradas que eu não estou querendo revisitar...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Fim da década de 80
E eis que termina o período destinado a falar sobre os anos 80 nesse blog. Amanhã, dia do aniversário do meu pai, começa o mês prometido para a década de 90.
Da lista de posts que eu pretendia desenvolver, faltou apenas aqueles sobre:
- termos ganho o prêmio originalidade num campeonato de pipas da escola do meu irmão;
- minha mãe ser uma guerreira e meu pai e eu irmos buscar ela no ponto de ônibus tarde da noite, voltando do trabalho, com meu irmão na barriga;
- eu muitas vezes gostar mais de acompanhar o jogo de buraco dos adultos do que as brincadeiras das crianças;
- uma pêra ter sido a fruta mais gostosa que já comi na minha vida;
- eu ter tido o privilégio de ter uma coleção de disquinhos de histórias da melhor qualidade, musicado pelos grandes ídolos da MPB;
- eu ter participado de rodas de cantoria em muitos churrascos que aconteceram aqui em casa e em reuniões na casa da minha madrinha;
- eu ter passado muita vergonha com essa mesma minha madrinha que dançava comigo no meio dos shoppings (ela era atriz) e assim ter me acostumado a não ter tanto medo da exposição e do ridículo.
Fica a lista registrada. Quem sabe eu não preencho aquelas datas que ficaram vagas em novembro e início de dezembro, em algum outro momento (sim, descobrir essa funcionalidade no blogger foi libertador!).
Por ora, passo para uma nova fase: posts sobre a pré-adolescência e adolescência. Vamos ver como isso se dará.
Da lista de posts que eu pretendia desenvolver, faltou apenas aqueles sobre:
- termos ganho o prêmio originalidade num campeonato de pipas da escola do meu irmão;
- minha mãe ser uma guerreira e meu pai e eu irmos buscar ela no ponto de ônibus tarde da noite, voltando do trabalho, com meu irmão na barriga;
- eu muitas vezes gostar mais de acompanhar o jogo de buraco dos adultos do que as brincadeiras das crianças;
- uma pêra ter sido a fruta mais gostosa que já comi na minha vida;
- eu ter tido o privilégio de ter uma coleção de disquinhos de histórias da melhor qualidade, musicado pelos grandes ídolos da MPB;
- eu ter participado de rodas de cantoria em muitos churrascos que aconteceram aqui em casa e em reuniões na casa da minha madrinha;
- eu ter passado muita vergonha com essa mesma minha madrinha que dançava comigo no meio dos shoppings (ela era atriz) e assim ter me acostumado a não ter tanto medo da exposição e do ridículo.
Fica a lista registrada. Quem sabe eu não preencho aquelas datas que ficaram vagas em novembro e início de dezembro, em algum outro momento (sim, descobrir essa funcionalidade no blogger foi libertador!).
Por ora, passo para uma nova fase: posts sobre a pré-adolescência e adolescência. Vamos ver como isso se dará.
sábado, 8 de novembro de 2008
Possessiva
Como é chato ver seu blog andando por aí com outros conteúdos.
Preciso mexer nesse template urgentemente. Pra ele ser só meu...
Preciso mexer nesse template urgentemente. Pra ele ser só meu...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Emissor - mensagem - receptor
Fato Social: blogs funcionam melhor quando existe um leitor presumido.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
O diário do tataravô
Esses dias soube que alguém encontrou o diário do Tataravô. E me deu vontade de também deixar um diário para meus tataranetos.
Queria que fosse um desses diários com capa de couro e símbolo rococó na frente. Coisa de quem não pensa, por um lado, que o diário do tataravô provavelmente era super moderno para a época e, por outro, que o blog de design mais futurista de hoje certamente será visto um dia com muita curiosidade por um colecionador de antiguidades.
Existe uma peculiaridade - talvez romantizada - a respeito dos diários escritos em cadernos com capa de couro que os blogs dificilmente conseguirão mimetizar: a idéia de que, no diário, estariam presentes os diálogos internos, os pensamentos íntimos mais secretos do autor - algo como a "essência a ser descoberta" sobre aquele ser humano.
Estariam mesmo? Me pergunto se também o tataravô - assim como nós blogueiros nos dias de hoje - não optaria por registrar em seu diário apenas as melhores partes daquilo que ele é. Me parece certo que o indíviduo ao menos suspeitasse que seu diário seria lido por outras pessoas depois de sua morte. O que deixar escrito sobre si para um provavel leitor indefinido/aleatório do futuro?
Talvez o diário não fosse projeto público nem tampouco privado. Talvez fosse simplesmente hábito, como são tantos outros hábitos: fazer apenas, sem se perguntar o como nem o porquê.
Queria que fosse um desses diários com capa de couro e símbolo rococó na frente. Coisa de quem não pensa, por um lado, que o diário do tataravô provavelmente era super moderno para a época e, por outro, que o blog de design mais futurista de hoje certamente será visto um dia com muita curiosidade por um colecionador de antiguidades.
Existe uma peculiaridade - talvez romantizada - a respeito dos diários escritos em cadernos com capa de couro que os blogs dificilmente conseguirão mimetizar: a idéia de que, no diário, estariam presentes os diálogos internos, os pensamentos íntimos mais secretos do autor - algo como a "essência a ser descoberta" sobre aquele ser humano.
Estariam mesmo? Me pergunto se também o tataravô - assim como nós blogueiros nos dias de hoje - não optaria por registrar em seu diário apenas as melhores partes daquilo que ele é. Me parece certo que o indíviduo ao menos suspeitasse que seu diário seria lido por outras pessoas depois de sua morte. O que deixar escrito sobre si para um provavel leitor indefinido/aleatório do futuro?
Talvez o diário não fosse projeto público nem tampouco privado. Talvez fosse simplesmente hábito, como são tantos outros hábitos: fazer apenas, sem se perguntar o como nem o porquê.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Disputa pelo tempo
Quanto maiores são as coisas que você está fazendo, menor sua possibilidade de falar sobre elas.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Correntinha Literária
1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abrir na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.
Recebi a correntinha no trabalho, então a frase era:
"A elaboração dos planos de ação aconteceu através de oficinas participativas com métodos já experimentados, que incluem o mapeamento dos ativos da comunidade, a construção da árvore de problemas, definição de objetivos, ações, cronograma, responsáveis e orçamento."
(Educadores e Jovens em Ação - material de sistematização)
Mas aí eu pensei melhor e resolvi esperar chegar em casa e não perder o sentido literário da corrente. Então a que vale é:
"O velho veio sentar-se ao meu lado"
(O Dia do Curinga - Jostein Gaarder)
Passo a bola para: Lilian, Rodrigo, Roberto, André e Alessandra.
2ª) Abrir na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.
Recebi a correntinha no trabalho, então a frase era:
"A elaboração dos planos de ação aconteceu através de oficinas participativas com métodos já experimentados, que incluem o mapeamento dos ativos da comunidade, a construção da árvore de problemas, definição de objetivos, ações, cronograma, responsáveis e orçamento."
(Educadores e Jovens em Ação - material de sistematização)
Mas aí eu pensei melhor e resolvi esperar chegar em casa e não perder o sentido literário da corrente. Então a que vale é:
"O velho veio sentar-se ao meu lado"
(O Dia do Curinga - Jostein Gaarder)
Passo a bola para: Lilian, Rodrigo, Roberto, André e Alessandra.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
O nome do blog
Super poético, simbólico, significativo, esse nome do meu blog.
Só que o Google Adsense leva tudo ao pé da letra.
Resultado: exibe anúncios como esses que vocês podem ver.
Chega a ser engraçado.
Só que o Google Adsense leva tudo ao pé da letra.
Resultado: exibe anúncios como esses que vocês podem ver.
Chega a ser engraçado.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Lembranças da Caixa de Pandora
18 de maio de 2004. Quanto tempo. Quanta água debaixo da ponte. Quantos problemas superados. Quantos ainda a superar. Quantos novos problemas, frutos da mudança para a fase 4 desse "Jogo do desconhecido".
Naquela época eu era assídua. Naquela época eu era poética. De um estilo literário circular e cheio de lacunas. Assim, mais pessoas podiam se identificar e se aproximar; assim, raras pessoas podiam me identificar completamente, deixando a aproximação dentro dos limites do saudável.
Se hoje não me lembro de quais foram os motivadores de tantas coisas que escrevi é porque elas devem ter tido uma importância apenas momentânea. Mas quem pode saber se não são justamente as importâncias momentâneas que mais alteram o rumo da nossa história? Além do mais, olhar para pequenos significados sempre foi um deleite à parte.
As interações, como eram estimulantes! A ponto de causar dependência, é verdade. Blogs são os habitats mais propícios para tratar de certo tipos de assuntos, sem soar estranho. E de receber contribuições de pessoas tão distantes entre si, separadas pela história e pela geografia.
Tapetes de Penélope é um pouco saudades, um pouco projetos, um pouco permissão para tecê-los e desfiá-los, tanto quanto for necessário esse ir-e-vir.
Naquela época eu era assídua. Naquela época eu era poética. De um estilo literário circular e cheio de lacunas. Assim, mais pessoas podiam se identificar e se aproximar; assim, raras pessoas podiam me identificar completamente, deixando a aproximação dentro dos limites do saudável.
Se hoje não me lembro de quais foram os motivadores de tantas coisas que escrevi é porque elas devem ter tido uma importância apenas momentânea. Mas quem pode saber se não são justamente as importâncias momentâneas que mais alteram o rumo da nossa história? Além do mais, olhar para pequenos significados sempre foi um deleite à parte.
As interações, como eram estimulantes! A ponto de causar dependência, é verdade. Blogs são os habitats mais propícios para tratar de certo tipos de assuntos, sem soar estranho. E de receber contribuições de pessoas tão distantes entre si, separadas pela história e pela geografia.
Tapetes de Penélope é um pouco saudades, um pouco projetos, um pouco permissão para tecê-los e desfiá-los, tanto quanto for necessário esse ir-e-vir.
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