Pra me manter calma, pra me manter ativa, pra não brigar sozinha.
Pra conseguir me expressar.
Grande desafio.
Mostrando postagens com marcador comunicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comunicação. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 15 de maio de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Exploração Vocabular - verbo "organizar"
A pessoa que usa bastante o verbo organizar entende que os elementos de que necessita estão aí, disponíveis. Talvez só um pouco difíceis de serem enxergados, em meio à tanta bagunça...
sábado, 21 de março de 2009
Exploração Vocabular - substantivo "mundo"
Pessoas que se utilizam do substantivo "mundo" com frequência tendem a considerar os fatos sob uma perspectiva ampliada.
O uso constante da palavra na função de sujeito, especialmente em contextos em que assume o significado de coletivo, revela que seu pronunciador exercita, em níveis bastante elevados, a capacidade de generalização/estruturação própria do ser humano, podendo perder a noção da pluralidade e da diversidade de perfis e situações. Dessa forma, pode dar a suas reflexões um certo ar de fatalismo.
Independentemente de sua função sintática, a palavra "mundo" é carregada de forte essência hiperbólica, sendo um termo muito apreciado por espíritos adolescentes.
O uso constante da palavra na função de sujeito, especialmente em contextos em que assume o significado de coletivo, revela que seu pronunciador exercita, em níveis bastante elevados, a capacidade de generalização/estruturação própria do ser humano, podendo perder a noção da pluralidade e da diversidade de perfis e situações. Dessa forma, pode dar a suas reflexões um certo ar de fatalismo.
Independentemente de sua função sintática, a palavra "mundo" é carregada de forte essência hiperbólica, sendo um termo muito apreciado por espíritos adolescentes.
domingo, 15 de março de 2009
Exploração Vocabular - pronome de interrogação "por quê?"
O uso excessivo do pronome de interrogação "por quê?" pode indicar que seu proferidor é possuidor de uma constante curiosidade direcionada para o passado ou para as razões ocultas, no presente, que determinam um certo fenômeno.
Pessoas dessa natureza enxergam as coisas do mundo como passíveis de serem transformadas, porém mediante um esforço maior e mais engenhoso do que, por exemplo, as pessoas que utilizam com maior frequência o pronome de interrogação "como?" enxergariam.
São mais ativas e dispostas a atuar do que as pessoas orientadas a "quando?", porém mais propensas ao pessimismo e à desistência do que as pessoas orientadas a "onde?". Em relação a essas últimas, tendem a acreditar menos que as respostas possam chegar prontas a suas mãos.
Geralmente estão num ponto do raciocínio mais adiantado do que as pessoas que se perguntam "o que?" - embora frequentemente caminhe por longos períodos em trilhas erradas, por terem se furtado de examinar a resposta preciosa que essa simples pergunta poderia proporcionar.
A utilização do pronome de interrogação "por quê?" em altura ou timbres mais fortes também pode revelar uma forte inclinação à indignação e, em certa dose, um sutil traço de arrogância em seus julgamentos.
A expressão pode ser uma aliada no amadurecimento, mas costuma escravizar aquele que se utiliza dela, impedindo-o de viver a vida com mais leveza.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "excesso", "transformação", "disposição", "desistência", "julgamentos".
Pessoas dessa natureza enxergam as coisas do mundo como passíveis de serem transformadas, porém mediante um esforço maior e mais engenhoso do que, por exemplo, as pessoas que utilizam com maior frequência o pronome de interrogação "como?" enxergariam.
São mais ativas e dispostas a atuar do que as pessoas orientadas a "quando?", porém mais propensas ao pessimismo e à desistência do que as pessoas orientadas a "onde?". Em relação a essas últimas, tendem a acreditar menos que as respostas possam chegar prontas a suas mãos.
Geralmente estão num ponto do raciocínio mais adiantado do que as pessoas que se perguntam "o que?" - embora frequentemente caminhe por longos períodos em trilhas erradas, por terem se furtado de examinar a resposta preciosa que essa simples pergunta poderia proporcionar.
A utilização do pronome de interrogação "por quê?" em altura ou timbres mais fortes também pode revelar uma forte inclinação à indignação e, em certa dose, um sutil traço de arrogância em seus julgamentos.
A expressão pode ser uma aliada no amadurecimento, mas costuma escravizar aquele que se utiliza dela, impedindo-o de viver a vida com mais leveza.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "excesso", "transformação", "disposição", "desistência", "julgamentos".
sexta-feira, 13 de março de 2009
Exploração Vocabular - verbo "merecer"
Tenho a impressão de que algumas palavras aparecem com mais frequência na linha de raciocínio de uns do que de outros. Isso porque as palavras estão embebidas em ideologia e é preciso que, de alguma forma, se compartilhe dessa ideologia para poder utilizá-la.
De forma que eu me proponho um novo projeto: analisar palavras que aparecem com frequência nas minhas frases e nos meus pensamentos. Começarei a série com o verbo "merecer".
O uso da palavra "merecer" revela que seu proferidor acredita, em alguma medida, que a vida é regida pela relação entre causa e consequência e que se sentiria confortável com a existência de certa proporcionalidade entre uma e outra. Tal perfil de pessoa espera, obviamente, que o critério utilizado para conferir a consequência ao gerador da causa seja o mérito.
Não contam com sorte ou acaso, não entendem interesses mesquinhos e trapaças, aguardam longamente por uma justiça que não sabem se virá. Sua maior dificuldade é processar a incoerência entre "terem feito tudo certo" e "terem se dado mal do mesmo jeito".
São pessoas que, em geral, não sabem jogar o jogo do mundo com maestria.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "mérito", "sorte", "trapaça", "justiça", "certo/errado", "bem/mal"
De forma que eu me proponho um novo projeto: analisar palavras que aparecem com frequência nas minhas frases e nos meus pensamentos. Começarei a série com o verbo "merecer".
O uso da palavra "merecer" revela que seu proferidor acredita, em alguma medida, que a vida é regida pela relação entre causa e consequência e que se sentiria confortável com a existência de certa proporcionalidade entre uma e outra. Tal perfil de pessoa espera, obviamente, que o critério utilizado para conferir a consequência ao gerador da causa seja o mérito.
Não contam com sorte ou acaso, não entendem interesses mesquinhos e trapaças, aguardam longamente por uma justiça que não sabem se virá. Sua maior dificuldade é processar a incoerência entre "terem feito tudo certo" e "terem se dado mal do mesmo jeito".
São pessoas que, em geral, não sabem jogar o jogo do mundo com maestria.
Sugestões de outras palavras e expressões para a série: "mérito", "sorte", "trapaça", "justiça", "certo/errado", "bem/mal"
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Blogs
Blogs são um fenômeno da década de 2000. Assim como os reality shows, o que deve ter alguma relação.
Meu primeiro blog, o Caixa de Pandora, era quase igual a esse aqui. Pensei que eu tivesse me transformado em uma nova mulher e criei um blog novo. Um belo dia percebemos que somos os mesmos (e que, realmente, vivemos quase como nossos pais).
Antes de ter um blog, você acha que não faz sentido essa coisa de ficar escrevendo sobre você mesmo ou publicando coisas que você pensa e aguardar pelos comentários dos amigos reais e virtuais. Não faz muito sentido pra quem nunca fez. Além de ser muito narcisismo (demais para você admitir que também tem). Mas um belo dia você começa, só pra ver como é que é...
Daí você vai percebendo os impactos da experiência de ter um blog na sua vida cotidiana. Já criei várias teorias a respeito do meu: me faz ter mais olhares positivos sobre o meu dia-a-dia (afinal preciso ter algo de útil pra postar), retirar mais significado das coisas, exercitar meu poder de metaforizar, manter o hábito da escrita, poupar histórias numa grande caderneta de memórias para contar aos filhos e netos.
Já disse antes: sou grata por ter nascido pra ver e usufruir de tudo isso que está acontecendo.
Meu primeiro blog, o Caixa de Pandora, era quase igual a esse aqui. Pensei que eu tivesse me transformado em uma nova mulher e criei um blog novo. Um belo dia percebemos que somos os mesmos (e que, realmente, vivemos quase como nossos pais).
Antes de ter um blog, você acha que não faz sentido essa coisa de ficar escrevendo sobre você mesmo ou publicando coisas que você pensa e aguardar pelos comentários dos amigos reais e virtuais. Não faz muito sentido pra quem nunca fez. Além de ser muito narcisismo (demais para você admitir que também tem). Mas um belo dia você começa, só pra ver como é que é...
Daí você vai percebendo os impactos da experiência de ter um blog na sua vida cotidiana. Já criei várias teorias a respeito do meu: me faz ter mais olhares positivos sobre o meu dia-a-dia (afinal preciso ter algo de útil pra postar), retirar mais significado das coisas, exercitar meu poder de metaforizar, manter o hábito da escrita, poupar histórias numa grande caderneta de memórias para contar aos filhos e netos.
Já disse antes: sou grata por ter nascido pra ver e usufruir de tudo isso que está acontecendo.
Marcadores:
2000s,
blog,
comunicação,
memórias,
tecnologia
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Palavras de criança
Aproveitando o post anterior sobre palavras escritas, vale a pena escrever sobre memórias envolvendo minhas palavras faladas.
Uma das primeiras coisas que minha mãe me ensinou a falar foi meu número de telefone. Imaginem um toquinho de gente falando "869-2165". O plano ela era que, caso a gente se perdesse, quem achasse pudesse ligar em casa. Foi exatamente isso que eu fiz quando me perdi no CEASA. Lembro vagamente de algumas cenas desse dia.
Outra coisa que minha avó sempre se lembra é que eu e meu irmão nem ligávamos quando algum brinquedo quebrava. A gente falava "papai conseita" e continuava brincando com alguma outra coisa até meu pai chegar do trabalho.
Eu chamava bolacha de "Pa-ti-tum". Ninguém sabe muito bem de onde eu tirei essa palavra, mas desconfio que essa é a onomatopéia referente ao barulho que o maxilar do meu pai faz quando ele come alguma coisa crocante.
Agora, a história mais engraçada envolvendo coisas que eu falei (e que minha tia não me deixa esquecer) e aconteceu quando eu estava mais grandinha, falando frases mais completas.
Foi assim:
Meu pai e meu tio deram pra comentar sobre os atributos femininos traseiros, comparando-os ao formato das frutas. Cometeram o erro primário cometido por todos os adultos em algum momento: o de considerar que a criança não está prestando atenção na conversa ou que, caso esteja, nunca fará nada com as informações obtidas.
Pois bem: aquele ano era o ano em que o fio dental estava sendo lançado. E eis que uma das pioneiras passou ao lado do meu baldinho de areia e, voila!, o formato era exatamente o formato da pêra! Saí em disparada pela praia atrás do meu pai gritando: "Pai, olha a bunda que você gosta!". Minha tia ri até hoje das caras enverganhadíssimas do meu pai e da moça (que no final das contas deve ter achado uma péssima idéia ter comprado aquele biquini diferente).
Eu só me lembro da minha sincera preocupação em fazer com que meu pai entendesse o que eu estava dizendo (ele estranhamente parecia não estar me ouvindo, apesar de eu estar falando bem alto).
Esse episódio talvez tenha sido a minha porta de entrada para o mundo dos adultos, no sentido de entender um pouco melhor os conceitos de público e privado nas comunicações, especialmente quando o assunto envolve sexo.
Freud explica, mas explica sempre atrasado e nunca para crianças.
Uma das primeiras coisas que minha mãe me ensinou a falar foi meu número de telefone. Imaginem um toquinho de gente falando "869-2165". O plano ela era que, caso a gente se perdesse, quem achasse pudesse ligar em casa. Foi exatamente isso que eu fiz quando me perdi no CEASA. Lembro vagamente de algumas cenas desse dia.
Outra coisa que minha avó sempre se lembra é que eu e meu irmão nem ligávamos quando algum brinquedo quebrava. A gente falava "papai conseita" e continuava brincando com alguma outra coisa até meu pai chegar do trabalho.
Eu chamava bolacha de "Pa-ti-tum". Ninguém sabe muito bem de onde eu tirei essa palavra, mas desconfio que essa é a onomatopéia referente ao barulho que o maxilar do meu pai faz quando ele come alguma coisa crocante.
Agora, a história mais engraçada envolvendo coisas que eu falei (e que minha tia não me deixa esquecer) e aconteceu quando eu estava mais grandinha, falando frases mais completas.
Foi assim:
Meu pai e meu tio deram pra comentar sobre os atributos femininos traseiros, comparando-os ao formato das frutas. Cometeram o erro primário cometido por todos os adultos em algum momento: o de considerar que a criança não está prestando atenção na conversa ou que, caso esteja, nunca fará nada com as informações obtidas.
Pois bem: aquele ano era o ano em que o fio dental estava sendo lançado. E eis que uma das pioneiras passou ao lado do meu baldinho de areia e, voila!, o formato era exatamente o formato da pêra! Saí em disparada pela praia atrás do meu pai gritando: "Pai, olha a bunda que você gosta!". Minha tia ri até hoje das caras enverganhadíssimas do meu pai e da moça (que no final das contas deve ter achado uma péssima idéia ter comprado aquele biquini diferente).
Eu só me lembro da minha sincera preocupação em fazer com que meu pai entendesse o que eu estava dizendo (ele estranhamente parecia não estar me ouvindo, apesar de eu estar falando bem alto).
Esse episódio talvez tenha sido a minha porta de entrada para o mundo dos adultos, no sentido de entender um pouco melhor os conceitos de público e privado nas comunicações, especialmente quando o assunto envolve sexo.
Freud explica, mas explica sempre atrasado e nunca para crianças.
Assinar:
Postagens (Atom)