Entrei nesse meu espaço com um certo medo da quantidade de teias de aranha que iria encontrar. E agradeci ter feito o último resumo há poucos meses.
Essa ainda é a minha casa.
Vai ser importante ter um repositório de reflexões, nessa nova fase, em que estou gestando aquele que vem depois de mim. E será muito bom que, também ele, possa ter a chance de, um dia, lembrar-se de mim com compreensão.
Para entender o tributo à Brecht: http://anidabar.wordpress.com/2011/06/15/1164/
quinta-feira, 23 de junho de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Para não perder o link entre as eras
Certo, vamos tentar resumir 2010 e início de 2011... senão daqui a pouco estarei tão diferente que vai ser difícil o leitor acompanhar o salto:
1) Fiz uma Mandala em que um dos desejos era ter mais clareza da minha identidade profissional. Cheguei a meus quatro grandes predicados: quero ser relevante para o mundo e para as pessoas, faço sínteses e relacionamento de informações muito bem, gosto de trabalhar com meu lado criativo e tenho habilidade para despertar a motivação, a mobilização, a energia e o otimismo de quem está próximo de mim.
2) Participei do Art of Hosting, o que mudou 2 coisas absolutamente cruciais: conheci a colheita como possibilidade de trabalho, conheci a conexão consigo mesmo e com os demais como estilo de vida. Fiz essas duas escolhas e procurei, durante todo o ano passado, viver em consonância.
3) Me aproximei de pessoas com práticas espirituais muito diversas e me alimento no relacionamento com elas. Sinto ainda maiores impulsos de viver de forma sustentável, em comunhão com as pessoas e com o planeta.
4) Fiz muitos cursos livres e pretendo nunca deixar de investir nisso (meu controlador financeiro íntimo que vá passear em outras bandas). Encontros, conversas, insights, aos milhares!
5) Fui submetida a diversas quebras de paradigma - aos poucos percebo que a abundância de fato existe se você vive nessa cultura. E abundância é mais amplo que apenas dinheiro.
Ok, feito o resumo.
1) Fiz uma Mandala em que um dos desejos era ter mais clareza da minha identidade profissional. Cheguei a meus quatro grandes predicados: quero ser relevante para o mundo e para as pessoas, faço sínteses e relacionamento de informações muito bem, gosto de trabalhar com meu lado criativo e tenho habilidade para despertar a motivação, a mobilização, a energia e o otimismo de quem está próximo de mim.
2) Participei do Art of Hosting, o que mudou 2 coisas absolutamente cruciais: conheci a colheita como possibilidade de trabalho, conheci a conexão consigo mesmo e com os demais como estilo de vida. Fiz essas duas escolhas e procurei, durante todo o ano passado, viver em consonância.
3) Me aproximei de pessoas com práticas espirituais muito diversas e me alimento no relacionamento com elas. Sinto ainda maiores impulsos de viver de forma sustentável, em comunhão com as pessoas e com o planeta.
4) Fiz muitos cursos livres e pretendo nunca deixar de investir nisso (meu controlador financeiro íntimo que vá passear em outras bandas). Encontros, conversas, insights, aos milhares!
5) Fui submetida a diversas quebras de paradigma - aos poucos percebo que a abundância de fato existe se você vive nessa cultura. E abundância é mais amplo que apenas dinheiro.
Ok, feito o resumo.
Marcadores:
2010s,
aprendizagens,
caminhada,
paz,
talentos
quarta-feira, 16 de março de 2011
domingo, 7 de novembro de 2010
Preciosidades
Foram tantas preciosidades este ano e tão pouco tempo para escrever que já me vejo fazendo uma nova retrospectiva, ao estilo daquela das décadas.
Já-já as férias chegam. Aguardem!
Já-já as férias chegam. Aguardem!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Vida de facilitadora - parte 1
Esse foi um dia para guardar para a posteridade. Acabei de voltar da facilitação do 4º encontro de um processo de formação para gestores escolares. Mesmas escolas, dois períodos, dois grupos muito diferentes.
Esse 4º encontro foi um momento de inflexão. No final do 3º encontro, uma gestora do grupo da tarde nos dá uma informação valiosa: ela gostaria de falar menos e receber mais de nossas formações.
Somos contrutivistas. Queremos construir a partir do que nos traz o grupo. Especificamente nesse caso, entendíamos que em nossas discussões muitas trocas preciosas estavam acontecendo, no sentido de questionar algumas crenças limitadoras cultivadas por eles. Mas não adianta o formador enxergar isso, se o participante não enxerga.
Foi um período de planeamento intenso, de muitos auto-questionamentos e muito trabalho de resgate daquilo que tínhamos considerado pérolas, para reuni-las e exibi-las numa vitrine, iluminando-as.
No primeiro grupo, nem foi preciso colocar as peças na vitrine. Alguns participantes chegaram radiantes com os resultados que já começavam a obter a partir de nossas propostas de reflexão (exercícios de visão de futuro, diagnósticos da situação atual, escrita da história institucional da escola). Me senti plena e surpresa. Para algumas pessoas o processo tinha sido ainda mais rico do que o imaginado nos meus sonhos mais irrealistas.
No segundo grupo, descobrimos que tratava-se de uma unanimidade contrária àquele formato de formação. Queriam textos de teóricos, que inspirassem a reflexão. De alguma forma foi o que adivinhamos pelas poucas palavras que, num gesto corajoso e amoroso de uma delas, decidiu fazer a crítica a quem era de direito. Mudamos e isso foi reconhecido pelo grupo. Só então acreditaram que tinham voz e que, de fato, podiam ser ouvidos. Só então puderam ouvir a nossa voz, que reinteradamente afirmou isso, sem sucesso.
Seguiremos num caminho de aporte de idéias, informações, conhecimento e reflexões mais denso, oferecido pelos teóricos, valorizado por ambos os grupos.
Graças a algumas pessoas do primeiro grupo, seguirei mais confiante nas potencialidades da formação com o formato que concebi inicialmente. Graças ao segundo grupo, seguirei mais desconfiante de que esse é um processo a ser oferecido para poucos (e bons).
Esse 4º encontro foi um momento de inflexão. No final do 3º encontro, uma gestora do grupo da tarde nos dá uma informação valiosa: ela gostaria de falar menos e receber mais de nossas formações.
Somos contrutivistas. Queremos construir a partir do que nos traz o grupo. Especificamente nesse caso, entendíamos que em nossas discussões muitas trocas preciosas estavam acontecendo, no sentido de questionar algumas crenças limitadoras cultivadas por eles. Mas não adianta o formador enxergar isso, se o participante não enxerga.
Foi um período de planeamento intenso, de muitos auto-questionamentos e muito trabalho de resgate daquilo que tínhamos considerado pérolas, para reuni-las e exibi-las numa vitrine, iluminando-as.
No primeiro grupo, nem foi preciso colocar as peças na vitrine. Alguns participantes chegaram radiantes com os resultados que já começavam a obter a partir de nossas propostas de reflexão (exercícios de visão de futuro, diagnósticos da situação atual, escrita da história institucional da escola). Me senti plena e surpresa. Para algumas pessoas o processo tinha sido ainda mais rico do que o imaginado nos meus sonhos mais irrealistas.
No segundo grupo, descobrimos que tratava-se de uma unanimidade contrária àquele formato de formação. Queriam textos de teóricos, que inspirassem a reflexão. De alguma forma foi o que adivinhamos pelas poucas palavras que, num gesto corajoso e amoroso de uma delas, decidiu fazer a crítica a quem era de direito. Mudamos e isso foi reconhecido pelo grupo. Só então acreditaram que tinham voz e que, de fato, podiam ser ouvidos. Só então puderam ouvir a nossa voz, que reinteradamente afirmou isso, sem sucesso.
Seguiremos num caminho de aporte de idéias, informações, conhecimento e reflexões mais denso, oferecido pelos teóricos, valorizado por ambos os grupos.
Graças a algumas pessoas do primeiro grupo, seguirei mais confiante nas potencialidades da formação com o formato que concebi inicialmente. Graças ao segundo grupo, seguirei mais desconfiante de que esse é um processo a ser oferecido para poucos (e bons).
sábado, 1 de maio de 2010
Senzala Particular
Para bom entendedor, a última frase do post anterior basta. Sim, existe uma coisa me atrapalhando a vida.
Este ano voltei a estudar bastante. Estou com sede de novos aprendizados, quero entrar no mestrado, enfim...
Descobri que permanece intacta aquela minha velha conhecida: colecionadora de notas máximas, arrebatadora de corações e suspiros docentes. Me sinto em casa, mas não é difícil perceber que este é um lugar terrível.
Essas duas últimas semanas foram excessivamente exigentes no trabalho. Me faltaram horas para realizar aquelas coisas que são - escancaradamente - prioridades para mim (o que me deixa bem triste e mau-humorada).
E o motivo de tanto trabalho é, basicamente, essa tal pessoa que eu sou. Não posso, não tenho recursos para conviver com a idéia de que os outros (sim, esse "ente", abstrato, sem cara, sem nome) me associem a resultados muito inferiores à nota máxima. Porque em algum lugar do meu subconsciente deve estar escrito que eu só serei reconhecida, aceita, amada, se eu tirar a nota máxima.
Esse lugar humano, da possibilidade de errar sem sofrer e, ok, de ser considerada menos inteligente em função disso - qual é o problema? - é o meu "desconhecido". E como todo desconhecido, desperta medo.
Ressalva: até aceito o erro, desde que eu tenha feito todo o meu melhor. O seja: o que não aceito é a leveza do compromisso com limites.
Atire a primeira pedra quem não tem a sua senzala particular - ainda que ela tenha vista para o mar.
Este ano voltei a estudar bastante. Estou com sede de novos aprendizados, quero entrar no mestrado, enfim...
Descobri que permanece intacta aquela minha velha conhecida: colecionadora de notas máximas, arrebatadora de corações e suspiros docentes. Me sinto em casa, mas não é difícil perceber que este é um lugar terrível.
Essas duas últimas semanas foram excessivamente exigentes no trabalho. Me faltaram horas para realizar aquelas coisas que são - escancaradamente - prioridades para mim (o que me deixa bem triste e mau-humorada).
E o motivo de tanto trabalho é, basicamente, essa tal pessoa que eu sou. Não posso, não tenho recursos para conviver com a idéia de que os outros (sim, esse "ente", abstrato, sem cara, sem nome) me associem a resultados muito inferiores à nota máxima. Porque em algum lugar do meu subconsciente deve estar escrito que eu só serei reconhecida, aceita, amada, se eu tirar a nota máxima.
Esse lugar humano, da possibilidade de errar sem sofrer e, ok, de ser considerada menos inteligente em função disso - qual é o problema? - é o meu "desconhecido". E como todo desconhecido, desperta medo.
Ressalva: até aceito o erro, desde que eu tenha feito todo o meu melhor. O seja: o que não aceito é a leveza do compromisso com limites.
Atire a primeira pedra quem não tem a sua senzala particular - ainda que ela tenha vista para o mar.
Marcadores:
autopsicologia,
chatices,
identidade,
profissional
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Sobre a ausência
Um amigo me cobrou que eu fizesse uma forcinha pra postar algumas vezes no ano. Fato é que quando a coisa tem que vir, vem mesmo, com força total, sem precisar da ajuda da gente.
Escrever nesse blog tem como funções primordiais desopilar e organizar os pensamentos. Se for coisa simples, não rende muito texto. Se for coisa complexa, se atrapalhar bastante a vida (do ponto de vista da autora, é claro), então podem me esperar que estarei por aqui.
Portanto, meus queridos e resilientes leitores (escuto um eco na platéia?), não se preocupem com minhas ausências. Se eu não estiver por aqui, é sinal de que está tudo bem.
Escrever nesse blog tem como funções primordiais desopilar e organizar os pensamentos. Se for coisa simples, não rende muito texto. Se for coisa complexa, se atrapalhar bastante a vida (do ponto de vista da autora, é claro), então podem me esperar que estarei por aqui.
Portanto, meus queridos e resilientes leitores (escuto um eco na platéia?), não se preocupem com minhas ausências. Se eu não estiver por aqui, é sinal de que está tudo bem.
Assinar:
Postagens (Atom)