Segundo a amiga Wikipedia, na década de 80 os computadores se popularizaram. Eu estava lá e vi isso acontecendo desde o começo.
Meu pai é pesquisador do IPT desde que nasceu e, portanto, sempre teve acesso antes ao que estaria por vir. Foi assim que, quando eu tinha uns 3 anos, ele chegou com um TK85 em casa.
Era um computadorzinho que tinha 64 kilobytes (KILO-bytes!) de RAM. Tinha um componente com um interpretador de Basic e os programas ele lia de um... gravador a pilha! Sim, desses que liam fitas cassete (e que a gente utilizava canetas Bic para rebobinar - para não gastar as pilhas que não eram nem alcalinas, nem recarregáveis). Ouvir aquelas fitas era como ouvir a tela das "formigas" que passavam na TV quando estas saiam do ar. E eu me perguntava como era possível que aquele joguinho tão legal do labirinto pudesse estar escrito naquele barulhão.
Também tinha o Atari. Ao invés de comprarmos os cartuchos dos jogos, meu pai copiava o programa em circuitos integrados virgens (!). Era só tirar o componente do encaixe e substituir por outro. A tecnologia da minha casa avançou quando ele implementou uma alavanca para fixar e liberar o CI com mais facilidade. Genial, esse meu pai.
Depois veio o Apple, medindo pouco menos de 1 metro quadrado de área, a partir de uma vista aérea. Nele havia um jogo que tentava adivinhar o animal que você tinha pensado. Se não acertasse, te fazia uma pergunta e aprendia o novo animal para acertar da próxima vez. Muito esperto esse programa. Mas muito ingênuo também (a gente contava um monte de mentiras e ele fazia papel de bobo de vez em quando).
Essas são as memórias digitais da primeira década da minha vida. Muito tempo depois agreguei na minha vida a robótica, a eletrônica, a pneumática e vai, vai, vai... até uma feira de nanotecnologia que visitei ontem - e que merece um post exclusivo, depois que essa missão de retrospectiva acabar.
O fato é que acho tecnologia um grande barato!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Contagem regressiva
Hoje começa a contagem regressiva: 3 meses para meu aniversário de 30 anos. 1 mês para cada década. Pensei em fazer, a partir de agora, uma retrospectiva que relacione fatos históricos dos anos 80, 90 e 00 com a história da minha própria vida nesses períodos.
Vamos ver se vou ter perna pra isso...
Vamos ver se vou ter perna pra isso...
domingo, 9 de novembro de 2008
E na morada...
Ontem descobri que o sol vai bater nos 4 metros quadrados mais ansiosos por raios UVA e UVB da minha vida. Sincronia total com a compra daqueles dois biquinis que estavam nos planos - e o mais legal: nos encontramos mais bonitos do que previam os meteorologistas, graças so poder da marquinha (!) que a essas alturas já apresenta ares de mais saudável.
Outros toques no acabamento vão ativando sonhos. Ali vão acontecer as conversas filosóficas, ali vou comemorar meu aniversário de 30 anos, lá teremos as aulas de culinária com a Mazé. Vou imaginando as músicas que serão tocadas em cada uma dessas ocasiões, os amigos que estarão comigo, as risadas, o açucar, o afeto.
Pareço uma criança das épocas de albergue de primos em Ribeirão Preto. Naquelas madrugadas imaginávamos piscinas com passagens secretas, casas nas árvores, descida do segundo andar por pau de sebo, garagem em que caíssemos sentados em nossos carros conversíveis à moda do Batman.
Hoje a cabeça é diferente, mas o deleite é igual.
Que seja eterno enquanto dure.
Outros toques no acabamento vão ativando sonhos. Ali vão acontecer as conversas filosóficas, ali vou comemorar meu aniversário de 30 anos, lá teremos as aulas de culinária com a Mazé. Vou imaginando as músicas que serão tocadas em cada uma dessas ocasiões, os amigos que estarão comigo, as risadas, o açucar, o afeto.
Pareço uma criança das épocas de albergue de primos em Ribeirão Preto. Naquelas madrugadas imaginávamos piscinas com passagens secretas, casas nas árvores, descida do segundo andar por pau de sebo, garagem em que caíssemos sentados em nossos carros conversíveis à moda do Batman.
Hoje a cabeça é diferente, mas o deleite é igual.
Que seja eterno enquanto dure.
sábado, 8 de novembro de 2008
Possessiva
Como é chato ver seu blog andando por aí com outros conteúdos.
Preciso mexer nesse template urgentemente. Pra ele ser só meu...
Preciso mexer nesse template urgentemente. Pra ele ser só meu...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
CD em Loop Infinito
Amor é sempre bonito. Não interessa se a primeira, segunda, terceira, quarta ou milionésima vista...
Vi, Não Vivi - Zélia Duncan
Composição: (Itamar Assumpção)
Primeira vez que eu te vi
Meu coração não fez clique
Se ouvi ou vi, não vivi
Seu clique, seu trique-trique
Não vi sushi, sashimi
Nem eros, nem afrodite
Primeira vez que eu te vi
Primeiro vi seus limites
Vi, Não Vivi - Zélia Duncan
Composição: (Itamar Assumpção)
Primeira vez que eu te vi
Meu coração não fez clique
Se ouvi ou vi, não vivi
Seu clique, seu trique-trique
Não vi sushi, sashimi
Nem eros, nem afrodite
Primeira vez que eu te vi
Primeiro vi seus limites
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ensaio sobre a razão
Sou ferrenha defensora da racionalidade (mesmo porque faz parte do instinto de sobrevivência as pessoas defenderem aquilo que predominantemente são).
Olhar a vida pelos olhos da razão faz com que a gente se localize melhor no mundo. Vamos paulatinamente entendendo melhor suas dinâmicas, as forças que nele atuam, seus elementos constituintes. Ficamos gradativamente menos ingênuos e menos reféns das situações (na hipótese, claro, de estar ao nosso alcance fazer algo a nosso favor).
Olhar pra si pelos olhos da razão nos faz mais senhores de nós mesmos. O livre-arbítrio, na minha opinião, joga no time da razão (se bem que, pensando melhor, pode haver controvérsias a esse respeito). Mas vá lá: os objetivos, os planos, a realizações, definitivamente não ocorrem por impulso ou acaso.
É claro que nem tudo são flores na vida de um racional inveterado. Especialmente quando ele é possuído pela obsessão/ilusão de pretender chegar ao grau máximo da evolução de sua espécie: a coerência. Se, além de coerente ele ainda quer ser lembrado como exemplo de bondade, ética ou sabedoria, aí danou-se.
Ia dizer que a pessoa racional aprende mais rápido, podendo mais rapidamente superar as ilusões, mas acho que isso é uma grande bobagem. O auto-engano está aí, à disposição de todos, para os mais diversos fins. O auto-engano é do território da emoção - e ninguém está livre dele. Conclusão aristotélica: ninguém está livre da emoção.
E nessa parte do texto eu fico com vontade de agradecer, mas agradecer mesmo, todas as vezes que a emoção é forte demais e sai do controle da razão. É pela emoção que nos sentimos vivos.
Fechado o parênteses - e com uma dificuldade enorme de me focar no objetivo inicial desse texto - começo a pensar na admiração que tenho pelos intuitivos e pelo seu pensamento não linear.
É, minha gente. Era uma vez uma pessoa que ia fazer uma defesa ferrenha de alguma coisa nesse post...
Olhar a vida pelos olhos da razão faz com que a gente se localize melhor no mundo. Vamos paulatinamente entendendo melhor suas dinâmicas, as forças que nele atuam, seus elementos constituintes. Ficamos gradativamente menos ingênuos e menos reféns das situações (na hipótese, claro, de estar ao nosso alcance fazer algo a nosso favor).
Olhar pra si pelos olhos da razão nos faz mais senhores de nós mesmos. O livre-arbítrio, na minha opinião, joga no time da razão (se bem que, pensando melhor, pode haver controvérsias a esse respeito). Mas vá lá: os objetivos, os planos, a realizações, definitivamente não ocorrem por impulso ou acaso.
É claro que nem tudo são flores na vida de um racional inveterado. Especialmente quando ele é possuído pela obsessão/ilusão de pretender chegar ao grau máximo da evolução de sua espécie: a coerência. Se, além de coerente ele ainda quer ser lembrado como exemplo de bondade, ética ou sabedoria, aí danou-se.
Ia dizer que a pessoa racional aprende mais rápido, podendo mais rapidamente superar as ilusões, mas acho que isso é uma grande bobagem. O auto-engano está aí, à disposição de todos, para os mais diversos fins. O auto-engano é do território da emoção - e ninguém está livre dele. Conclusão aristotélica: ninguém está livre da emoção.
E nessa parte do texto eu fico com vontade de agradecer, mas agradecer mesmo, todas as vezes que a emoção é forte demais e sai do controle da razão. É pela emoção que nos sentimos vivos.
Fechado o parênteses - e com uma dificuldade enorme de me focar no objetivo inicial desse texto - começo a pensar na admiração que tenho pelos intuitivos e pelo seu pensamento não linear.
É, minha gente. Era uma vez uma pessoa que ia fazer uma defesa ferrenha de alguma coisa nesse post...
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Vulnerabilidades
Há algum tempo estava querendo escrever um post sobre o cuidar. Tenho tido algumas experiências que revelam a força de um gesto de carinho/solidariedade/cuidado/respeito para uma pessoa que se encontra num ambiente hostil ou indiferente à sua presença.
A coisa é forte. É forte a ponto de fragilizar, derreter, apaixonar, manipular. Por coisas simples - idiotas até.
Como alguém tirar caixas pesadas da sua mão e prontamente te ajudar a carregar, naquele dia fatídico. Como alguém comentar no seu blog quando você estava carente e ninguém mais o fez.
Fico pensando nos muitos milhões de outras pessoas desse mundo que tem a vida mais triste do que a minha, que são vistos com mais indiferença ou mais hostilidade, numa frequência maior que eu.
Me faz entender como é fácil se deixar levar por um candidato qualquer que ofereça uma coisa qualquer acompanhada de um sorriso. Me faz entender como é fácil se deixar levar completamente por um caso que ofereça qualquer migalha, qualquer olhar de ternura ou desejo.
Promessas de uma vida melhor. Quem as deixaria escapar?
Alguns fechados, alguns atentos, alguns vítimas das maiores perdições. Somos todos vulneráveis.
A coisa é forte. É forte a ponto de fragilizar, derreter, apaixonar, manipular. Por coisas simples - idiotas até.
Como alguém tirar caixas pesadas da sua mão e prontamente te ajudar a carregar, naquele dia fatídico. Como alguém comentar no seu blog quando você estava carente e ninguém mais o fez.
Fico pensando nos muitos milhões de outras pessoas desse mundo que tem a vida mais triste do que a minha, que são vistos com mais indiferença ou mais hostilidade, numa frequência maior que eu.
Me faz entender como é fácil se deixar levar por um candidato qualquer que ofereça uma coisa qualquer acompanhada de um sorriso. Me faz entender como é fácil se deixar levar completamente por um caso que ofereça qualquer migalha, qualquer olhar de ternura ou desejo.
Promessas de uma vida melhor. Quem as deixaria escapar?
Alguns fechados, alguns atentos, alguns vítimas das maiores perdições. Somos todos vulneráveis.
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