Hoje o Rodrigo me mostrou um Podcast do Kris, que trazia entre suas últimas descobertas, uma música do grupo Facto Delafé. Também hoje descobri, escondida depois da última faixa do segundo disco da Maria Rita, "a paixão é como um Deus que quando quer me toma todo o pensamento".
Acho que hoje é um daqueles dias escancaradamente ensolarados em que me sinto além de feliz sem motivo, particularmente sensível para a arte (dias para se aproveitar!). Dias em que não deixo de pensar e teorizar - meu vício (talvez minha essência, quem sabe?) - mas essa atividade não me consome.
O Facto Delafé me fez pensar que eu poderia criar canções como as deles, bastaria começar sentindo o ritmo do sentimento que me acompanha no momento. Descoberto o ritmo, buscar as oscilações - tendências de aumento, de queda, as interruções abruptas ou o desenrolar suave provocado pelos sentimentos - e assim criar a melodia. Ritmo e melodia. Para definir o timbre, o instrumento perfeito, descobrir a textura do sentimento. Tudo muito simples...
A Maria Rita, por sua vez, me despertou o teorizar sobre a paixão - sobre seus ingredientes, sobre alguns pré-requisitos a serem cultivados, sobre a possibilidade ou não de se apaixonar repetidas vezes pela mesma pessoa.
Hoje é um desses dias em que eu acredito que tudo é possível.
sábado, 16 de agosto de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
Te encontro no infinito?
Momento de desafio para a manuntenção, imediatamente anterior a um ponto de possível inflexão.
Mudança de Presidência e de Conselho. Ano político e, portanto, de possíveis descontinuidades. Urgência de novos modelos que dêem suporte aos vigentes. Grandes decisões e grandes oportunidades à vista, inclusive pessoais-profissionais.
Paralelamente a isso, a vida indo concluir mais uma década de seus respectivos balanços.
Ser ou não ser? Eis a questão.
Mudança de Presidência e de Conselho. Ano político e, portanto, de possíveis descontinuidades. Urgência de novos modelos que dêem suporte aos vigentes. Grandes decisões e grandes oportunidades à vista, inclusive pessoais-profissionais.
Paralelamente a isso, a vida indo concluir mais uma década de seus respectivos balanços.
Ser ou não ser? Eis a questão.
sábado, 12 de julho de 2008
A foto do avô
No embalo das coisas de antigamente, olhem a foto que eu herdei do meu avô. Acho que ninguém tem uma foto de avô assim:

Na exposição Bossa na Oca descobri que o violão não era tão popular antes de 1958 e de João Gilberto. Levei um susto - nunca poderia imaginar uma coisa dessas. Meu avô nasceu em 1910 e, na foto, ele não parece ter mais de 30 anos. Definitivamente uma vangarda.
Ainda na perpectiva dos paralelos - do antigo que já foi moderno - essa foto poderia ser o correpondente aos pôsteres de bandas que temos hoje - com um band líder de olhar meio rebelde, meio sedutor.
Nem preciso dizer que sou apaixonada por essa foto.
Minha avó mandou muito bem...
Na exposição Bossa na Oca descobri que o violão não era tão popular antes de 1958 e de João Gilberto. Levei um susto - nunca poderia imaginar uma coisa dessas. Meu avô nasceu em 1910 e, na foto, ele não parece ter mais de 30 anos. Definitivamente uma vangarda.
Ainda na perpectiva dos paralelos - do antigo que já foi moderno - essa foto poderia ser o correpondente aos pôsteres de bandas que temos hoje - com um band líder de olhar meio rebelde, meio sedutor.
Nem preciso dizer que sou apaixonada por essa foto.
Minha avó mandou muito bem...
quarta-feira, 9 de julho de 2008
O diário do tataravô
Esses dias soube que alguém encontrou o diário do Tataravô. E me deu vontade de também deixar um diário para meus tataranetos.
Queria que fosse um desses diários com capa de couro e símbolo rococó na frente. Coisa de quem não pensa, por um lado, que o diário do tataravô provavelmente era super moderno para a época e, por outro, que o blog de design mais futurista de hoje certamente será visto um dia com muita curiosidade por um colecionador de antiguidades.
Existe uma peculiaridade - talvez romantizada - a respeito dos diários escritos em cadernos com capa de couro que os blogs dificilmente conseguirão mimetizar: a idéia de que, no diário, estariam presentes os diálogos internos, os pensamentos íntimos mais secretos do autor - algo como a "essência a ser descoberta" sobre aquele ser humano.
Estariam mesmo? Me pergunto se também o tataravô - assim como nós blogueiros nos dias de hoje - não optaria por registrar em seu diário apenas as melhores partes daquilo que ele é. Me parece certo que o indíviduo ao menos suspeitasse que seu diário seria lido por outras pessoas depois de sua morte. O que deixar escrito sobre si para um provavel leitor indefinido/aleatório do futuro?
Talvez o diário não fosse projeto público nem tampouco privado. Talvez fosse simplesmente hábito, como são tantos outros hábitos: fazer apenas, sem se perguntar o como nem o porquê.
Queria que fosse um desses diários com capa de couro e símbolo rococó na frente. Coisa de quem não pensa, por um lado, que o diário do tataravô provavelmente era super moderno para a época e, por outro, que o blog de design mais futurista de hoje certamente será visto um dia com muita curiosidade por um colecionador de antiguidades.
Existe uma peculiaridade - talvez romantizada - a respeito dos diários escritos em cadernos com capa de couro que os blogs dificilmente conseguirão mimetizar: a idéia de que, no diário, estariam presentes os diálogos internos, os pensamentos íntimos mais secretos do autor - algo como a "essência a ser descoberta" sobre aquele ser humano.
Estariam mesmo? Me pergunto se também o tataravô - assim como nós blogueiros nos dias de hoje - não optaria por registrar em seu diário apenas as melhores partes daquilo que ele é. Me parece certo que o indíviduo ao menos suspeitasse que seu diário seria lido por outras pessoas depois de sua morte. O que deixar escrito sobre si para um provavel leitor indefinido/aleatório do futuro?
Talvez o diário não fosse projeto público nem tampouco privado. Talvez fosse simplesmente hábito, como são tantos outros hábitos: fazer apenas, sem se perguntar o como nem o porquê.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Final de Semana
Pensei na semana passada: ainda bem que existem os finais de semana de descanso para podermos trabalhar em paz.
Fala sério, isso não é vida, né?
Fala sério, isso não é vida, né?
sábado, 21 de junho de 2008
Meu pai e meu papel
Recomendo um pai que te convide a se perder, quando pequena,
e te ajude a se encontrar, quando grande.
"Seu papel não é impedir que problemas aconteçam. Especialmente em se tratando da área em que você trabalha - isso é definitivamente impossível. Seu papel é mitigar problemas, ou seja, reduzir-lhes os impactos, quando acontecerem."
Isso eu venho fazendo. Pode se (e posso me) orgulhar de mim. Que bom que estou de volta.
e te ajude a se encontrar, quando grande.
"Seu papel não é impedir que problemas aconteçam. Especialmente em se tratando da área em que você trabalha - isso é definitivamente impossível. Seu papel é mitigar problemas, ou seja, reduzir-lhes os impactos, quando acontecerem."
Isso eu venho fazendo. Pode se (e posso me) orgulhar de mim. Que bom que estou de volta.
domingo, 1 de junho de 2008
Sobre a não coordenação de grupo
Nem fiz. Às vezes a gente tem que aprender a deixar cada um com seus problemas.
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