Só queria dizer que já passou.
Que depois do último post que escrevi tive outros medos e também já passou.
Medo de não estar conseguindo dar limites e medo de estar sendo autoritária demais.
Medo de estar ficando muito tempo longe da Paola e medo de estar ficando tempo demais perto.
Medo de não estar proporcionando a possibilidade de ela ser melhor nas coisas em que eu não sou boa.
Tudo vai passando. Quando a gente age da forma mais conscientemente que pode e observa, tenho tido a experiência de que o retorno vem em forma de alegria.
Tudo em paz para esta equilibrista de fio de navalha.
Nesse momento, pelo menos.
domingo, 3 de novembro de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Post chato sobre pequenas coisas que demandam grandes energias
Espelho, espelho meu.
Aí está: (mais) um círculo vicioso. Estou achando chato ficar com a minha filha nesses últimos dias. Como estou achando chato, não faço bem. Como não faço bem, ela fica chata. Como ela fica chata, acho chato ficar com ela.
Não sei onde começou e tenho menos ideia de como vai terminar.
Pensando bem, talvez isso tenha começado ontem, com a quebra do combinado do DVD (a Rose deixou assistir em horário não permitido). Fiz elas pararem de assistir. Minha filha, claro, entendeu o que aconteceu. E concluiu: mamãe por perto = chato. E, assim, ela parece fortalecer a preferência por ficar com a Rose. Outro círculo vicioso.
Segundo a Rose, foi uma única vez. Olhando para o contexto, está um frio de rachar e não há muito que se possa fazer como distração (até eu iria gostar de ver um filminho num dia como hoje). O avô também quebrou esse combinado de forma explícita, debaixo do meu nariz, dizendo "satisfazer os desejos dela é tão gostoso...".
Fico aqui refletindo:
Aí está: (mais) um círculo vicioso. Estou achando chato ficar com a minha filha nesses últimos dias. Como estou achando chato, não faço bem. Como não faço bem, ela fica chata. Como ela fica chata, acho chato ficar com ela.
Não sei onde começou e tenho menos ideia de como vai terminar.
Pensando bem, talvez isso tenha começado ontem, com a quebra do combinado do DVD (a Rose deixou assistir em horário não permitido). Fiz elas pararem de assistir. Minha filha, claro, entendeu o que aconteceu. E concluiu: mamãe por perto = chato. E, assim, ela parece fortalecer a preferência por ficar com a Rose. Outro círculo vicioso.
Segundo a Rose, foi uma única vez. Olhando para o contexto, está um frio de rachar e não há muito que se possa fazer como distração (até eu iria gostar de ver um filminho num dia como hoje). O avô também quebrou esse combinado de forma explícita, debaixo do meu nariz, dizendo "satisfazer os desejos dela é tão gostoso...".
Fico aqui refletindo:
- sobre a minha inflexibilidade X o não respeito aos meus combinados por um conjunto importante de pessoas (sendo a criança o menor problema nesse contexto);
- sobre os depoimentos de pessoas que têm filhos crescidos (como eles tentariam se estressar menos se pudessem voltar no tempo) X o resultado da educação geralmente conduzida por avós;
- o que é educar para a convivência? o que são os limites? o que é educar para a felicidade? dá pra educar para a felicidade num contexto em que ninguém parece estar feliz?
domingo, 14 de julho de 2013
Mais de 1 ano depois
Visitando meu blog deserto depois de me deparar com o do Marcelo Michelson (filhasefilhos.com) e sentir uma coceira de começar a escrever de novo...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Consulta ao Tarô
Conselho: força de vontade e a boa vibração de pensamentos são essenciais para a felicidade.
É, a bola está sempre no meu campo em se tratando de Paola.
É, a bola está sempre no meu campo em se tratando de Paola.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sobre a tirania e a entrega
Ter um filho também provoca reflexões sobre o ego. Faz pensar sobre a tirania (dele e nossa) e sobre a validade ou o prejuízo de, finalmente, ceder (tanto nós, como ele).
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Sobre a abertura e a honestidade
Eu te amo e preciso aprender a te amar inclusive quando você me escancara aquilo que eu não gosto em mim. Quando você crescer, vai aprender a ser um pouco mais hábil (= dissimulada, omissa, enrustida?). Por enquanto, tomara que eu tenha a sabedoria de me abrir ao aprendizado que você me proporciona. Mas confesso: é difícil.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Sobre o amor e a tarefagem
Os bebês nos denunciam na nossa falta de amor e de presença. Eles não sorriem se você não está lá por inteiro. Eles não valorizam a tarefa pela tarefa, o cumprimento de prazos, os check lists. Eles não são (e não admitem ser tratados como) coisas. As vezes o choro passa só porque você passou a enxergá-los e agir de acordo com o que são: gente.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Sobre a fragilidade e a força
Então, onde estávamos?
Ah, sim, mudanças...
Em momentos assim, com pouco tempo pra pensar, nossa tendência é aceitar as observações alheias como comprovações de nossas mudanças. Mas me lembro de tantos momentos em que as pessoas estiveram redondamente enganadas a meu respeito... Então prefiro dizer que estou mudando, mas não sei bem em quê. Vou fazer um inventário de fatos para tentar encontrar algumas pistas.
Sei que aborto se tornou um assunto delicado, e todas as demais formas de violência contra a criança se tornaram quase insuportáveis para mim. Argumentos que antes eu achava bobos, descambantes para a chantagem (como "eles são tão indefesos" e "é uma covardia") passaram a ser argumentos definitivos, tão fortes que, na minha atual percepção, dispensam quaisquer outros. Me tornei a pessoa que um dia foi um grande enfado ouvir.
Sei também que a vulnerabilidade da minha recém nascida coloca a mim mesma num estado de vulnerabilidade sem precedentes. O choro dela, quando é sofrido, dói na minha alma. E sinto que se algo de terrível um dia acontecer a ela, também eu ficarei em pedaços para sempre (por ela ser tão frágil e tão importante, eu também estou indefesa).
Talvez por esse motivo a gente se torne tão duro - forte em excesso - na defesa de nossas crias. Deve fazer parte desse pêndulo de força e fraqueza. E acabamos atingindo alguns corações desavisados e acumulando mágoas pelo caminho.
Ainda sobre a força, a gente aprende muito sobre nós com esses pequenos. Sobre o quanto já superamos desafios, o quanto já tentamos coisas que pareciam impossíveis, o quanto nos esforçamos e ficamos bravos e choramos e não desistimos. E sobre o quanto fomos crescendo e ficando patifes, nos protegendo da frustração às custas de evitar as tentativas. Também sobre o quanto não somos generosos, atentos e incentivadores com os crescidos como somos com as crianças.
Também a Paola crescerá. O quanto pensar em tudo isso terá mudado alguma coisa?
Ah, sim, mudanças...
Em momentos assim, com pouco tempo pra pensar, nossa tendência é aceitar as observações alheias como comprovações de nossas mudanças. Mas me lembro de tantos momentos em que as pessoas estiveram redondamente enganadas a meu respeito... Então prefiro dizer que estou mudando, mas não sei bem em quê. Vou fazer um inventário de fatos para tentar encontrar algumas pistas.
Sei que aborto se tornou um assunto delicado, e todas as demais formas de violência contra a criança se tornaram quase insuportáveis para mim. Argumentos que antes eu achava bobos, descambantes para a chantagem (como "eles são tão indefesos" e "é uma covardia") passaram a ser argumentos definitivos, tão fortes que, na minha atual percepção, dispensam quaisquer outros. Me tornei a pessoa que um dia foi um grande enfado ouvir.
Sei também que a vulnerabilidade da minha recém nascida coloca a mim mesma num estado de vulnerabilidade sem precedentes. O choro dela, quando é sofrido, dói na minha alma. E sinto que se algo de terrível um dia acontecer a ela, também eu ficarei em pedaços para sempre (por ela ser tão frágil e tão importante, eu também estou indefesa).
Talvez por esse motivo a gente se torne tão duro - forte em excesso - na defesa de nossas crias. Deve fazer parte desse pêndulo de força e fraqueza. E acabamos atingindo alguns corações desavisados e acumulando mágoas pelo caminho.
Ainda sobre a força, a gente aprende muito sobre nós com esses pequenos. Sobre o quanto já superamos desafios, o quanto já tentamos coisas que pareciam impossíveis, o quanto nos esforçamos e ficamos bravos e choramos e não desistimos. E sobre o quanto fomos crescendo e ficando patifes, nos protegendo da frustração às custas de evitar as tentativas. Também sobre o quanto não somos generosos, atentos e incentivadores com os crescidos como somos com as crianças.
Também a Paola crescerá. O quanto pensar em tudo isso terá mudado alguma coisa?
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Tanta coisa acontecendo
Tanta coisa acontecendo, aparentemente quase nada acontecendo, quase nenhum tempo para elaborar e refletir sobre o que está acontecendo e pouquíssimo tempo para fazer essa colheita - coisa tão importante pra mim.
Sei que tenho mudado profundamente (mas não da água pro vinho, nem também do dia pra noite).
E já não vai dar - mais uma vez - pra escrever agora. Paola me chama.
Sei que tenho mudado profundamente (mas não da água pro vinho, nem também do dia pra noite).
E já não vai dar - mais uma vez - pra escrever agora. Paola me chama.
sábado, 31 de março de 2012
Mais um filho
Orgulhosa do meu outro filho que acabou de nascer: www.facilitacaograficacolheita.com.br
terça-feira, 27 de março de 2012
A busca pelo equilíbrio sábio (1)
Quando os filhos se vão, evidencia-se o problema de ter se deixado de lado por tantos anos.
Quando o filhos estão, evidencia-se o problema de não conseguir se deixar de lado, em alguma medida.
Quando o filhos estão, evidencia-se o problema de não conseguir se deixar de lado, em alguma medida.
A Aposta
Há dois dias teria sido mais fácil escrever sobre essa felicidade, acontecida aqui mesmo na realidade, não-ficção. Minha cabeça ainda não estava tão bagunçada e eu podia ser feliz sem ressalvas. Agora escrevo com uma felicidade um pouco interrompida, mas ainda assim, isso importa. Da cabeça eu cuido logo mais.
Pois bem, essa criança de 8 anos que eu não conheço bem estava perdendo o chamado final para aprender a ler e escrever (antes de se ver condenado para sempre). A professora já não tinha esperanças. Ele estava, além disso, ressentido por ter que ficar sozinho em casa e pelo fato do pai ter ido embora pra Bahia sem avisar ninguém. Revoltou-se, é justo. Recebeu o troco, como era nos antigamentes. A bola de neve começava a aumentar.
Onde tudo era complexidade e impotência, eu apostei na conquista das palavras. Apostei no pouco que aquela mãe sabia a respeito das letras e no muito amor que tinha por esse filho.
Descobri mais de 40 palavras que podiam ser escritas apenas com as letras do nome do menino - a única coisa que ele sabia escrever. Apostei em tudo o que ele poderia concluir sozinho, colocando as palavras numa disposição calculada, algumas estratégicas lado a lado.
Mostrei meu plano para a mãe, ajustamos, eliminamos algumas palavras que ela não conhecia e imprimi aquela tentativa. Apostamos naquele papel como num bilhete premiado.
E o menino despertou. Não sei se pelo amor de mãe, se pela atenção dessa estranha que se debruçou sobre as letras do seu nome ou se pela genialidade do sistema alfabético. O fato é que ele quer conhecer outras palavras e desvendar as propriedades de outras letras.
E seu coração está mais calmo.
E seu pai ligou.
E sua mãe encontrou alguém que pode ficar com ele, quando ela não está.
A professora passou a ver vida onde via seca.
A mãe passou a ver uma mestra, ainda que frágil, onde só via lacunas.
E a estranha viu, na contramão do comumente, a beleza corroendo a dúvida.
Pois bem, essa criança de 8 anos que eu não conheço bem estava perdendo o chamado final para aprender a ler e escrever (antes de se ver condenado para sempre). A professora já não tinha esperanças. Ele estava, além disso, ressentido por ter que ficar sozinho em casa e pelo fato do pai ter ido embora pra Bahia sem avisar ninguém. Revoltou-se, é justo. Recebeu o troco, como era nos antigamentes. A bola de neve começava a aumentar.
Onde tudo era complexidade e impotência, eu apostei na conquista das palavras. Apostei no pouco que aquela mãe sabia a respeito das letras e no muito amor que tinha por esse filho.
Descobri mais de 40 palavras que podiam ser escritas apenas com as letras do nome do menino - a única coisa que ele sabia escrever. Apostei em tudo o que ele poderia concluir sozinho, colocando as palavras numa disposição calculada, algumas estratégicas lado a lado.
Mostrei meu plano para a mãe, ajustamos, eliminamos algumas palavras que ela não conhecia e imprimi aquela tentativa. Apostamos naquele papel como num bilhete premiado.
E o menino despertou. Não sei se pelo amor de mãe, se pela atenção dessa estranha que se debruçou sobre as letras do seu nome ou se pela genialidade do sistema alfabético. O fato é que ele quer conhecer outras palavras e desvendar as propriedades de outras letras.
E seu coração está mais calmo.
E seu pai ligou.
E sua mãe encontrou alguém que pode ficar com ele, quando ela não está.
A professora passou a ver vida onde via seca.
A mãe passou a ver uma mestra, ainda que frágil, onde só via lacunas.
E a estranha viu, na contramão do comumente, a beleza corroendo a dúvida.
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sexta-feira, 23 de março de 2012
A vida continua
Pois sim, a Paola já nasceu... está com 6 semanas, completadas ontem.
Escrevi um diário em papel durante a gestação - que foi muito bonita e culminou num parto idem. Optei por manter o que é íntimo, íntimo (por menos visitas que este espaço ainda receba).
E voltei aqui não para dar satisfações, mas por me sentir chamada para escrever sobre um assunto meu. E comprovar, muito satisfeita, que vida de "mãe-ela-mesma" continua (mesmo depois que filho nasce e sendo tão pequeno).
Querido blog, que bom te reencontrar. E que bom que ainda podemos ser "só nós dois".
Escrevi um diário em papel durante a gestação - que foi muito bonita e culminou num parto idem. Optei por manter o que é íntimo, íntimo (por menos visitas que este espaço ainda receba).
E voltei aqui não para dar satisfações, mas por me sentir chamada para escrever sobre um assunto meu. E comprovar, muito satisfeita, que vida de "mãe-ela-mesma" continua (mesmo depois que filho nasce e sendo tão pequeno).
Querido blog, que bom te reencontrar. E que bom que ainda podemos ser "só nós dois".
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Volta pra casa e tributo a Brecht
Entrei nesse meu espaço com um certo medo da quantidade de teias de aranha que iria encontrar. E agradeci ter feito o último resumo há poucos meses.
Essa ainda é a minha casa.
Vai ser importante ter um repositório de reflexões, nessa nova fase, em que estou gestando aquele que vem depois de mim. E será muito bom que, também ele, possa ter a chance de, um dia, lembrar-se de mim com compreensão.
Para entender o tributo à Brecht: http://anidabar.wordpress.com/2011/06/15/1164/
Essa ainda é a minha casa.
Vai ser importante ter um repositório de reflexões, nessa nova fase, em que estou gestando aquele que vem depois de mim. E será muito bom que, também ele, possa ter a chance de, um dia, lembrar-se de mim com compreensão.
Para entender o tributo à Brecht: http://anidabar.wordpress.com/2011/06/15/1164/
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Para não perder o link entre as eras
Certo, vamos tentar resumir 2010 e início de 2011... senão daqui a pouco estarei tão diferente que vai ser difícil o leitor acompanhar o salto:
1) Fiz uma Mandala em que um dos desejos era ter mais clareza da minha identidade profissional. Cheguei a meus quatro grandes predicados: quero ser relevante para o mundo e para as pessoas, faço sínteses e relacionamento de informações muito bem, gosto de trabalhar com meu lado criativo e tenho habilidade para despertar a motivação, a mobilização, a energia e o otimismo de quem está próximo de mim.
2) Participei do Art of Hosting, o que mudou 2 coisas absolutamente cruciais: conheci a colheita como possibilidade de trabalho, conheci a conexão consigo mesmo e com os demais como estilo de vida. Fiz essas duas escolhas e procurei, durante todo o ano passado, viver em consonância.
3) Me aproximei de pessoas com práticas espirituais muito diversas e me alimento no relacionamento com elas. Sinto ainda maiores impulsos de viver de forma sustentável, em comunhão com as pessoas e com o planeta.
4) Fiz muitos cursos livres e pretendo nunca deixar de investir nisso (meu controlador financeiro íntimo que vá passear em outras bandas). Encontros, conversas, insights, aos milhares!
5) Fui submetida a diversas quebras de paradigma - aos poucos percebo que a abundância de fato existe se você vive nessa cultura. E abundância é mais amplo que apenas dinheiro.
Ok, feito o resumo.
1) Fiz uma Mandala em que um dos desejos era ter mais clareza da minha identidade profissional. Cheguei a meus quatro grandes predicados: quero ser relevante para o mundo e para as pessoas, faço sínteses e relacionamento de informações muito bem, gosto de trabalhar com meu lado criativo e tenho habilidade para despertar a motivação, a mobilização, a energia e o otimismo de quem está próximo de mim.
2) Participei do Art of Hosting, o que mudou 2 coisas absolutamente cruciais: conheci a colheita como possibilidade de trabalho, conheci a conexão consigo mesmo e com os demais como estilo de vida. Fiz essas duas escolhas e procurei, durante todo o ano passado, viver em consonância.
3) Me aproximei de pessoas com práticas espirituais muito diversas e me alimento no relacionamento com elas. Sinto ainda maiores impulsos de viver de forma sustentável, em comunhão com as pessoas e com o planeta.
4) Fiz muitos cursos livres e pretendo nunca deixar de investir nisso (meu controlador financeiro íntimo que vá passear em outras bandas). Encontros, conversas, insights, aos milhares!
5) Fui submetida a diversas quebras de paradigma - aos poucos percebo que a abundância de fato existe se você vive nessa cultura. E abundância é mais amplo que apenas dinheiro.
Ok, feito o resumo.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
domingo, 7 de novembro de 2010
Preciosidades
Foram tantas preciosidades este ano e tão pouco tempo para escrever que já me vejo fazendo uma nova retrospectiva, ao estilo daquela das décadas.
Já-já as férias chegam. Aguardem!
Já-já as férias chegam. Aguardem!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Vida de facilitadora - parte 1
Esse foi um dia para guardar para a posteridade. Acabei de voltar da facilitação do 4º encontro de um processo de formação para gestores escolares. Mesmas escolas, dois períodos, dois grupos muito diferentes.
Esse 4º encontro foi um momento de inflexão. No final do 3º encontro, uma gestora do grupo da tarde nos dá uma informação valiosa: ela gostaria de falar menos e receber mais de nossas formações.
Somos contrutivistas. Queremos construir a partir do que nos traz o grupo. Especificamente nesse caso, entendíamos que em nossas discussões muitas trocas preciosas estavam acontecendo, no sentido de questionar algumas crenças limitadoras cultivadas por eles. Mas não adianta o formador enxergar isso, se o participante não enxerga.
Foi um período de planeamento intenso, de muitos auto-questionamentos e muito trabalho de resgate daquilo que tínhamos considerado pérolas, para reuni-las e exibi-las numa vitrine, iluminando-as.
No primeiro grupo, nem foi preciso colocar as peças na vitrine. Alguns participantes chegaram radiantes com os resultados que já começavam a obter a partir de nossas propostas de reflexão (exercícios de visão de futuro, diagnósticos da situação atual, escrita da história institucional da escola). Me senti plena e surpresa. Para algumas pessoas o processo tinha sido ainda mais rico do que o imaginado nos meus sonhos mais irrealistas.
No segundo grupo, descobrimos que tratava-se de uma unanimidade contrária àquele formato de formação. Queriam textos de teóricos, que inspirassem a reflexão. De alguma forma foi o que adivinhamos pelas poucas palavras que, num gesto corajoso e amoroso de uma delas, decidiu fazer a crítica a quem era de direito. Mudamos e isso foi reconhecido pelo grupo. Só então acreditaram que tinham voz e que, de fato, podiam ser ouvidos. Só então puderam ouvir a nossa voz, que reinteradamente afirmou isso, sem sucesso.
Seguiremos num caminho de aporte de idéias, informações, conhecimento e reflexões mais denso, oferecido pelos teóricos, valorizado por ambos os grupos.
Graças a algumas pessoas do primeiro grupo, seguirei mais confiante nas potencialidades da formação com o formato que concebi inicialmente. Graças ao segundo grupo, seguirei mais desconfiante de que esse é um processo a ser oferecido para poucos (e bons).
Esse 4º encontro foi um momento de inflexão. No final do 3º encontro, uma gestora do grupo da tarde nos dá uma informação valiosa: ela gostaria de falar menos e receber mais de nossas formações.
Somos contrutivistas. Queremos construir a partir do que nos traz o grupo. Especificamente nesse caso, entendíamos que em nossas discussões muitas trocas preciosas estavam acontecendo, no sentido de questionar algumas crenças limitadoras cultivadas por eles. Mas não adianta o formador enxergar isso, se o participante não enxerga.
Foi um período de planeamento intenso, de muitos auto-questionamentos e muito trabalho de resgate daquilo que tínhamos considerado pérolas, para reuni-las e exibi-las numa vitrine, iluminando-as.
No primeiro grupo, nem foi preciso colocar as peças na vitrine. Alguns participantes chegaram radiantes com os resultados que já começavam a obter a partir de nossas propostas de reflexão (exercícios de visão de futuro, diagnósticos da situação atual, escrita da história institucional da escola). Me senti plena e surpresa. Para algumas pessoas o processo tinha sido ainda mais rico do que o imaginado nos meus sonhos mais irrealistas.
No segundo grupo, descobrimos que tratava-se de uma unanimidade contrária àquele formato de formação. Queriam textos de teóricos, que inspirassem a reflexão. De alguma forma foi o que adivinhamos pelas poucas palavras que, num gesto corajoso e amoroso de uma delas, decidiu fazer a crítica a quem era de direito. Mudamos e isso foi reconhecido pelo grupo. Só então acreditaram que tinham voz e que, de fato, podiam ser ouvidos. Só então puderam ouvir a nossa voz, que reinteradamente afirmou isso, sem sucesso.
Seguiremos num caminho de aporte de idéias, informações, conhecimento e reflexões mais denso, oferecido pelos teóricos, valorizado por ambos os grupos.
Graças a algumas pessoas do primeiro grupo, seguirei mais confiante nas potencialidades da formação com o formato que concebi inicialmente. Graças ao segundo grupo, seguirei mais desconfiante de que esse é um processo a ser oferecido para poucos (e bons).
sábado, 1 de maio de 2010
Senzala Particular
Para bom entendedor, a última frase do post anterior basta. Sim, existe uma coisa me atrapalhando a vida.
Este ano voltei a estudar bastante. Estou com sede de novos aprendizados, quero entrar no mestrado, enfim...
Descobri que permanece intacta aquela minha velha conhecida: colecionadora de notas máximas, arrebatadora de corações e suspiros docentes. Me sinto em casa, mas não é difícil perceber que este é um lugar terrível.
Essas duas últimas semanas foram excessivamente exigentes no trabalho. Me faltaram horas para realizar aquelas coisas que são - escancaradamente - prioridades para mim (o que me deixa bem triste e mau-humorada).
E o motivo de tanto trabalho é, basicamente, essa tal pessoa que eu sou. Não posso, não tenho recursos para conviver com a idéia de que os outros (sim, esse "ente", abstrato, sem cara, sem nome) me associem a resultados muito inferiores à nota máxima. Porque em algum lugar do meu subconsciente deve estar escrito que eu só serei reconhecida, aceita, amada, se eu tirar a nota máxima.
Esse lugar humano, da possibilidade de errar sem sofrer e, ok, de ser considerada menos inteligente em função disso - qual é o problema? - é o meu "desconhecido". E como todo desconhecido, desperta medo.
Ressalva: até aceito o erro, desde que eu tenha feito todo o meu melhor. O seja: o que não aceito é a leveza do compromisso com limites.
Atire a primeira pedra quem não tem a sua senzala particular - ainda que ela tenha vista para o mar.
Este ano voltei a estudar bastante. Estou com sede de novos aprendizados, quero entrar no mestrado, enfim...
Descobri que permanece intacta aquela minha velha conhecida: colecionadora de notas máximas, arrebatadora de corações e suspiros docentes. Me sinto em casa, mas não é difícil perceber que este é um lugar terrível.
Essas duas últimas semanas foram excessivamente exigentes no trabalho. Me faltaram horas para realizar aquelas coisas que são - escancaradamente - prioridades para mim (o que me deixa bem triste e mau-humorada).
E o motivo de tanto trabalho é, basicamente, essa tal pessoa que eu sou. Não posso, não tenho recursos para conviver com a idéia de que os outros (sim, esse "ente", abstrato, sem cara, sem nome) me associem a resultados muito inferiores à nota máxima. Porque em algum lugar do meu subconsciente deve estar escrito que eu só serei reconhecida, aceita, amada, se eu tirar a nota máxima.
Esse lugar humano, da possibilidade de errar sem sofrer e, ok, de ser considerada menos inteligente em função disso - qual é o problema? - é o meu "desconhecido". E como todo desconhecido, desperta medo.
Ressalva: até aceito o erro, desde que eu tenha feito todo o meu melhor. O seja: o que não aceito é a leveza do compromisso com limites.
Atire a primeira pedra quem não tem a sua senzala particular - ainda que ela tenha vista para o mar.
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